Auxiliares de Bolsonaro tentam conseguir parecer de TCU e CGU sobre Secom e órgãos resistem

16 de janeiro de 2020 57

Da Coluna Painel de Mariana Carneiro na Folha de S.Paulo.

 

Ainda no almoço, nesta quarta (15), Jair Bolsonaro avaliou como grave a situação de Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação. A Folha revelou que a empresa dele teria prestado serviços a emissoras e agências de publicidade que são contratadas pela Secom para difundir publicidade do governo.

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No encontro, Bolsonaro teria dito que era preciso aguardar pareceres sobre a atuação do secretário, mas não descartou uma escalada da crise que levasse ao afastamento do auxiliar.

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Ato contínuo, integrantes do Palácio do Planalto tentaram envolver o TCU (Tribunal de Contas da União) e a CGU (Controladoria Geral da União) para extrair uma avaliação sobre se há conflito de interesses na atuação de Wajngarten.

O TCU se desviou e entregou o caso ao comitê de ética. Já a CGU esteve em reuniões e foi instada a se posicionar sobre se há risco de má conduta, mas resiste em emitir visão oficial. À noite, a demissão do secretário foi afastada por auxiliares presidenciais.

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