BASE DO GOVERNO ENTRA EM PARAFUSO COM A PRISÃO DE TEMER E QUER RETALIAR GOVERNO.
A conta da operação que prendeu Michel Temer e Moreira Franco ainda não veio, ao menos, por completo. A reação do PSL (Partido de Bolsonaro), comemorando a prisão do ex-presidente Michel Temer e Moreira Franco, nas redes sociais, surtiu efeito muito ruim na base parlamentar do governo. O Centrão, um dos setores políticos que primeiro apoiou o governo, no parlamento, é reduto de seguidores fiéis de Temer e Moreira Franco.
Magoado com o PSL, o Centrão decidiu reagir. O grupo de partidos PP, PRB, PR e DEM, entrou em rota de colisão com Bolsonaro e ameaça derrubar o decreto que abriu as portas de forma unilateral para cidadãos americanos, canadenses, japoneses e australianos, sem necessidade de visto de permanência. A ideia seria a aprovação de um projeto de lei que anularia os efeitos do decreto presidencial de Bolsonaro, para agradar os EUA.
“A decisão unilateral é esdrúxula. Não tem o menor sentido”, diz o líder do PR na Câmara, Wellington Roberto (PB). “É injusto abrir as portas para um país e não receber a reciprocidade.”
Nesse sentido, o Centrão se une aos partidos de esquerda que, juntos, passariam a ter uma boa fatia do congresso, capaz de complicar as coisas para o governo, até mesmo em projetos de leis mais simples.
Tudo se complicou com a guerra aberta por Sérgio Moro contra Maia, que se agravou com postagens de Carlos Bolsonaro (filho do presidente) que abriram as portas do inferno digital para o presidente da Câmara, que reagiu abandonando a articulação pela Reforma da Previdência.
