Bolsonaro culpa política do ‘fique em casa’ por alta de preços no Brasil

24 de novembro de 2020 44

presidente Jair Bolsonaro reconhece que os preços dos alimentos têm ‘subido além do normal’ no Brasil. Segundo ele, a alta é consequência, principalmente, do que chama de ‘política do fique em casa’. O presidente defende o agricultor, que, nas palavras dele, evitou o desabastecimento do país e tem liberdade para optar por vender o que produz no mercado interno ou por exportar. Sem citar nomes, Bolsonaro disse, nesta segunda-feira, 23, que as críticas devem ser direcionadas a quem de fato tem responsabilidade sobre a inflação. “Todo mundo aponta para mim essa questão dos alimentos. Estamos fazendo o possível para voltar à normalidade.”

 

Em defesa do agronegócio e do produtor rural, Bolsonaro rebateu as críticas da comunidade internacional à política ambiental brasileira. Disse que apenas 30% do território nacional são voltados para pecuária e agricultura; afirmou que não há plantações na Amazônia e que a postura de países europeus é infundada e tem objetivo comercial; e voltou criticar regras ambientais. “Fogo lá no Pantanal. No passado, a gente podia deixar o boi comer o capim acumulado, agora não pode mais. Então, acumula uma massa vegetal morta muito grande e, quando vem o fogo, incendeia e o negócio é uma barbaridade. É o boi-bombeiro. Quando fala, é galhofa. O pessoal que nunca pisou no capim falando mal do produtor rural”, disse a apoiadores.

O presidente também lembrou, nesta segunda-feira, da mudança promovida pelo governo dele nas políticas indigenista e ambiental do Estado brasileiro. Ele afirmou que os antecessores eram pressionados pela comunidade internacional a ampliar áreas demarcadas, parques e reservas, o que acabava ‘cada vez mais inviabilizando a nossa agricultura’. Agora, no entanto, Bolsonaro garante que a lógica foi completamente invertida, e que é justamente por não ceder à pressão de outros países que a política ambiental do governo tem sido tão criticada.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado