Bolsonaro desiste de pedir direito de resposta ao editorial do Jornal Nacional sobre 100 mil mortes por Covid-19
Após receber a negativa em duas instâncias judiciais, a Advocacia-Geral da União (AGU), comandada por André Mendonça, desistiu de pedir direito de resposta ao editorial do Jornal Nacional lido por William Bonner e Renata Vasconcellos no dia 8 de agosto, quando o número de mortos por Covid-19 no Brasil chegou a 100 mil.
À época, Jair Bolsonaro (Sem partido) anunciou pelo Twitter que entraria com pedido de direito de resposta. A AGU seguiu a orientação do presidente, mas desistiu da ação na última quarta-feira (12), quando o Brasil passou de 428 mil mortos pela Covid-19, segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na edição desta sexta-feira (14) da Folha de S.Paulo.
Bolsonaro disse que a Globo o acusou de ser o responsável pelas vidas perdidas e afirmou que o governo federal tomou medidas desde o início do ano para se preparar para enfrentar a doença.
No editorial, a emissora disse que “todo cidadão brasileiro tem direito à saúde. E todos os governantes brasileiros têm a obrigação de proporcionar para os cidadãos esse direito”, mencionando o artigo 196 da Constituição. E seguiu: “E a pergunta que se impõe é: o presidente da República cumpriu esse dever? Entre governadores e prefeitos, quem cumpriu? Quem não cumpriu?”.
Relembre o editorial do JN