Bolsonaro é suspeito de usar órgãos públicos para favorecer o filho
Na última quarta-feira (28), o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou a Corte que apure se o presidente da República, Jair Bolsonaro, teria usado órgãos federais para “causar embaraços e dificultar” investigações da Receita Federal sobre seu filho e senador, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).
O subprocurador Lucas Furtado cita, por meio de uma representação, especificou a interferência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI).
No último dia 23, na sexta, de acordo com a revista “Época”, a defesa do senador usou órgãos do governo para averiguar supostas falhas de conduta no caso das “rachadinhas”. Mesmo com uma mobilização mais ampla, não foi encontrada qualquer tipo de irregularidade.
Para o Ministério Público, todo o esquema no gabinete do senador era administrado por Fabrício Queiroz.
A reportagem diz que no dia 25 de agosto, no Planalto, ouve uma conversa entre o presidente Bolsonaro e as advogadas Luciana Pires e Juliana Bierrenbach. Mesmo com indício de mobilização, de acordo com a revista, os órgãos não conseguiram encontrar irregularidades.
“É difícil crer, no entanto, que autoridades do primeiro escalão da administração federal das áreas de inteligência e segurança institucional possam estar encarregadas de receber denúncias da natureza das que ora se cogita, relacionadas a ilícitos tributários e respectivas investigações”, diz um trecho da representação do subprocurador.
Furtado afirma que, caso as suspeitas virem fatos, a ação de Jair Bolsonaro pode ser considerada desvio de finalidade pública. Nessa situação, cabe ao TCU investigar e dizer quanto foi o prejuízo causado contra o bem público e a responsabilização dos envolvidos, além de aplicar sanções.
Para o subprocurador, o desvio ocorreria porque a Abin e o GSI de maneira alguma atuaria da mesma forma para um cidadão comum. Além disso, entraria na pauta os interesses particulares da família do presidente, que também representaria crime de responsabilidade, indo de encontro a segurança interna do país e a probidade na administração pública.
Com informações do G1