‘Bolsonaro é vítima de Eduardo, que conspira para tomar PSL’ diz Major Olímpio

12 de outubro de 2019 250

Do UOL:

Foi entre uma agenda com o presidente Jair Bolsonaro e os preparativos para uma viagem ao Santuário de Aparecida que Major Olímpio (PSL-SP) recebeu o UOL em seu escritório na zona norte de São Paulo. O senador tratou de sair em defesa tanto do presidente quanto do mandatário do PSL, Luciano Bivar, na confusão que tomou o partido nesta semana e que põe em risco a permanência de Bolsonaro na legenda. O alvo do Major foi Eduardo Bolsonaro (PSL), o deputado federal com aspirações à Embaixada dos Estados Unidos.(…)

O assunto da semana é a crise no PSL. Não é muito cedo, dez meses de governo, para que o partido do presidente se desmanche? O PSL e o presidente acabaram vítimas de uma conspiração. Algumas pessoas do partido, lamentavelmente o próprio Eduardo Bolsonaro, estimulados por uns advogados. Isso eclodiu com uma manifestação dura do presidente em relação ao partido e ao Bivar depois de uma reunião de parlamentares com o presidente, que apresentaram uma carta de intenção dizendo “olha, somos os arianos puros, os conservadores verdadeiros, os aliados mais fiéis do presidente”.

Uma conspiração mesmo porque alguns poucos foram chamados para isso. Não dá para compactuar com esse tipo de coisa. Queriam implodir o PSL, destituir o Bivar da Executiva Nacional em projeto de poder particular de alguns, não do presidente, porque ele foi vítima também. Muitas pessoas que o cercam levaram a ele informações sobre o PSL que não condizem com a verdade. Eu falo com muita tranquilidade porque sou muito mais próximo do Bolsonaro do que do Bivar, mas nós temos de ser justos. Nós não temos um segundo ícone no PSL. Temos uma liderança única de caráter nacional, que é o Bolsonaro.

O PSL ficou do tamanho que é, eu fui eleito, tantos outros por causa do Jair Bolsonaro. E o PSL foi o único partido que nos deu todas as garantias de que ele seria candidato. Sem ele e o PSL, nós não teríamos o presidente Bolsonaro. Sem Bolsonaro, nós não teríamos o PSL do tamanho que ficou. E o que foi feito foi essa conspiração por projetos de natureza pessoal. 

(…)