Bolsonaro, o sem-vergonha e mentiroso, libera cultos e diz no Ratinho que mais da metade da população pode estar imune ao coronavírus
Abaixo, a entrevista de Jair Bolsonaro ao Ratinho. Ele reclama do cancelamento de jogos de futebol, do fechamento dos shoppings e outras medidas tomadas por prefeitos e governadores.
Ele se atreve até a falar de epidemiologia. Fala besteira, é óbvio. Ouviu Mandetta explicar, mas não entendeu nada.
“Nós temos que alonga a curva de contaminação. “Você já pode ter sido contaminado em dezembro ou em janeiro, e era assintomático, não deu nenhuma coriza em você, e você está aí como um elemento tranquilo, que pode vir um cara cuspir na tua cara que não tem problema nenhum. Assim é mais da metade do povo.”
Que loucura. Não faz o menor sentido: para ele, metade da população já foi contaminada pelo coronavírus e agora está imune. Absurdo. É um irresponsável.
Sobre cultos e missas, libera padres e pastores. “Eles saberão conduzir”.
E alega que o Estado não pode interferir por conta do princípio constitucional da liberdade religiosa.
Demagogia que coloca em risco a saúde da população.
Há hierarquia de direitos, e o direito à vida e à saúde pública pertence a todos e está acima do direito à liberdade religiosa.
Por exemplo, se um líder de igreja decide sacrificar pessoas, o Estado não poderá fazer nada porque a Constituição assegura a liberdade religiosa?
É claro que não.
Bolsonaro quer agradar a sua base eleitoral — fazer política vulgar — e, para isso, atropela as recomendações das autoridades sanitárias, inclusive o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.