Bolsonaro quer criar condições para prender e assassinar opositores, diz João Cezar Castro Rocha
247 - O professor de Literatura Comparada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) João Cezar Castro Rocha, em entrevista à TV 247, descreveu o que classificou como “a esfinge bolsonarista”, ou seja, o raciocínio perverso de Jair Bolsonaro e seus aliados.
Para Rocha, Bolsonaro trabalha pela volta do AI-5 e, principalmente, pela rigorosa aplicação da Lei de Segurança Nacional de 1969 que, de acordo com que explicou o professor, condena supostos criminosos políticos até mesmo à pena de morte.
O docente ainda falou que a ideia do excludente de ilicitude do ex-ministro Sergio Moro, que recebeu apoio de Bolsonaro, remonta aspectos do AI-5, que tornava inimputáveisl os crimes de assassinato e tortura cometidos pelo Estado. “É isto que o Bolsonaro deseja trazer de volta, porque se as forças de segurança tiverem excludente de ilicitude, as forças de segurança, se invocarem que estão defendendo a nação, estão em prol da segurança nacional, poderão voltar a fazer o que as Forças Armadas fizeram durante a ditadura militar”.
“A mentalidade bolsonarista veio toda dessa Lei de Segurança Nacional. A mentalidade do Hamilton Mourão, do Augusto Heleno, para ser entendida, é necessário que se leia essa lei”, completou.
Por estas razões, entre outras, o professor afirma que “o bolsonarismo é uma ameaça ainda maior do que a ditadura militar à democracia e à existência humana”.