Briga de vídeos entre Cassol e Confúcio remete à atmosfera antiquada de campanha; e o drama do resíduo final dos remanescentes da Segurança Pública de Rondônia
Milagre
Sem fazer juízo de valor sobre a briguinha de vídeos entre o senador Ivo Cassol (PP) e o ex-governador Confúcio Moura (MDB), há ao menos uma constatação válida no episódio. Cassol obteve o milagre de fazer Confúcio sair da zona de conforto e responder a questionamentos sobre seu mandato, coisa que há muito tempo não fazia.
Porém
As ríspidas investidas mútuas são uma tradução lamentável daquilo que o brasileiro tenta repelir a cada eleição. Sem invocar os oráculos, desde já, é possível perceber que essas trocas de acusações deletérias à democracia rascunham o mais do mesmo no horizonte eleitoral de 2018. Muitos ataques, acusações tardias feitas para protagonizar manchetes e postagens em redes sociais e, ainda, a total ausência de propostas sadias. E o pleito sequer começou oficialmente...
Suruís querem produzir
Os Suruís de Cacoal querem mostrar para Rondônia e o resto do mundo: o preconceito social que atinge as etnias pelo Planeta é fruto de propagação de informações equivocadas repassadas por pessoas ignorantes – e esta é uma leitura minha, deixo claro. Eles querem produzir em territórios férteis e escoar produtos agrícolas de suas terras a todos os rincões brasileiros, quiçá internacionalmente.
Quebra do estereotipo
Os Suruís querem lidar com a cultura do empreendimento através de cooperativa. Anderson Suruí, diretor de Comunicação da entidade e mestre pela Universidade de Brasília (UnB) disse à coluna que a visão de que o índio não produz nada é equivocada em seus termos descontextualizados. “Se não produz nada, é porque não tem incentivo”, diz. “Porque não há segurança em relação à renda e produção”, complementou.
300 toneladas de castanha por ano
Para se ter uma ideia da escala, o povo Paiter-Suruí colhe algo em torno de 200 a 300 toneladas de castanha por ano. Mas não há uma saída justa, comercialmente falando, para a venda no mercado – e o povo acaba perdendo muito com a omissão do próprio poder público – e o Estado também ao ignorar este potencial, diga-se de passagem.
Fim da linha para Vânia Basílio
O G1 noticiou que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou nesta semana que a sentença de Vania Basílio Rocha transitou em julgado, o que significa que ela não pode mais recorrer da decisão. No mês passado, o STJ negou o recurso da Defensoria Pública de Rondônia (DPE-RO), que defende a jovem, e manteve a condenação de segunda instância. Vania foi condenada por matar o ex-namorado a facadas no ato sexual, em Vilhena (RO) e deve cumprir 8 anos e 4 meses de prisão. É o fim da linha, agora é cumprir a pena.
O drama do resíduo final
O acordo firmado entre o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa (ALE/RO) não foi cumprido integralmente. Dos 507 remanescentes da Segurança Pública, apenas 231 foram chamados; 276 ainda estão de fora e formam a cota do resíduo final. Agora, a turma corre contra o tempo para que o prazo do concurso não chegue a termo. Só o governador Daniel Pereira (PSB) detém o poder de prorrogá-lo. Agora é apelar à sensibilidade do mandatário!
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Autor / Fonte: Vinicius Canova / O Espectador
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JORNALISTA COLABORADOR DO WWW.QUENOTICIAS.COM.BR