BYE BYE BRASIL. ATÉ NO FUTEBOL!
O Brasil está se acabando aos poucos.
Depois de passarmos, nos últimos quatro anos, pelo mais exacerbado retrocesso civilizatório de nossa história, constatamos dia após dia que a falta de um bem maior como alternativa nos levou a engolir um mal menor que nem de longe tem as respostas para evitar novos surtos de barbárie.
Pelo contrário, o portador da faixa presidencial vê a realidade atual com a nuca, acreditando que a retomada de políticas que caducaram há pelos menos meio século vá resolver alguma coisa.
Enquanto isto, com seu governo submetido a um Congresso acima de tudo voltado para a satisfação do apetite pantagruélico da maior parte de seus integrantes por poder, riqueza e privilégios, Lula não passa de um pobre fantoche fingindo canhestramente ser ele quem manda.
O centrão nem se preocupa mais em salvar as aparências. Então, os poucos brasileiros perspicazes já percebem claramente que é com esse bloco imantado por interesses vis que o poder econômico conta para impor o cumprimento de suas determinações.
Tudo está tão desalentador que o primeiro filme no qual pensamos, ao indagar-nos sobre qual película refletiria melhor o que este gigante eternamente adormecido se tornou, não pode ser outro: Bye bye Brasil (d. Cacá Diegues, 1979)
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É sobre os mambembes que entretinham o povo dos grotões antes da imposição avassaladora dos padrões (ou seria melhor dizer grilhões?) televisivos.
De quebra, a Caravana Rolidai percorre a Transamazônica, de tão triste memória, chegando próxima de onde aconteceu uma das maiores tragédias brasileiras. "Quando eu me banho no meu Araguaia/ e bebo da sua água sangre fria, / bichos caçados na noite e no dia/ bebem e se banham, eles são comigo", cantou o cearense Ednardo.
Destaque para José Wilker num de seus melhores papéis. Foi um ator vitimado pelo toque de sadim de uma TV globalmente nociva: desperdiçou seu talento em telenovelas e em produções cinematográficas com estética de telenovelas, acabando por não deixar nenhuma verdadeira obra-prima para trás.
Enfim, sua atuação como Lorde Cigano é uma das que guardo com carinho em minhas lembranças de cinéfilo. Espero que ocorra o mesmo com vocês.
Por último, não vejam em mim nenhuma intenção de aludir à atuação do escrete brasileiro contra o Uruguai. A escolha do filme para ver no blog de hoje foi mera coincidência. Acredite quem quiser... (por Celso Lungaretti)
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