Caiado promete fechar estatais e acusa PT de entregar soberania a facções
Caiado promete fechar estatais e acusa PT de entregar soberania a facções
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quinta-feira (27) que pretende fechar empresas estatais e promover cortes nos gastos públicos caso seja eleito. Durante sabatina concedida à TMC, o ex-governador de Goiás também fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou o partido de permitir o avanço de organizações criminosas no país.
Ao defender maior responsabilidade fiscal, Caiado afirmou que pretende rever despesas e benefícios concedidos atualmente pelo governo federal. Entre os pontos mencionados estão as emendas impositivas, empresas estatais e isenções fiscais destinadas a setores da economia, incluindo segmentos do agronegócio e da indústria.
“Vou mexer em emendas impositivas, em estatais – vou fechá-las imediatamente – isenções para o setor do agro e algumas indústrias”, declarou o candidato durante a entrevista.
A fala insere a política fiscal entre os principais temas econômicos defendidos por Caiado durante a campanha presidencial. O candidato sustenta que uma eventual administração comandada por ele promoveria uma revisão das despesas federais para buscar maior equilíbrio das contas públicas.
Caiado critica PT e cita PCC e Comando Vermelho
O presidenciável também voltou a colocar a segurança pública no centro de seu discurso eleitoral.
Ao ser questionado sobre soberania nacional, Caiado acusou o PT de permitir o fortalecimento de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
“A soberania brasileira, o PT entregou para o Comando Vermelho e para o PCC. Hoje, eles mandam mais no Brasil do que o Estado brasileiro”, afirmou.
A declaração representa uma acusação política do candidato. Caiado vem utilizando o combate às facções como um dos principais eixos de sua candidatura e apresentou neste mês um plano nacional de segurança pública que prevê, entre outras medidas, mudanças legais para enquadrar determinadas organizações criminosas como terrorismo doméstico.
O programa apresentado pelo presidenciável também propõe endurecimento de penas, mudanças no sistema prisional e maior integração das forças de segurança no combate ao crime organizado.
Terras raras entram no debate sobre soberania
Outro assunto abordado durante a sabatina foi a exploração de terras raras brasileiras e a relação do país com os Estados Unidos.
Caiado foi questionado sobre negociações envolvendo esses minerais e afirmou ter assinado um memorando com os norte-americanos destinado à atração de tecnologia e conhecimento para a extração e exploração desses recursos.
Segundo o candidato, a iniciativa permitiria incorporar tecnologia estrangeira sem comprometer o controle brasileiro sobre suas riquezas minerais. Foi nesse contexto que ele rebateu críticas relacionadas à soberania nacional e direcionou os ataques ao governo Lula.
As terras raras ganharam importância estratégica nos últimos anos por serem utilizadas na fabricação de equipamentos eletrônicos, veículos elétricos, sistemas de defesa e diversas tecnologias consideradas essenciais para a transição energética.
Com a campanha presidencial avançando, Caiado busca associar sua candidatura a uma agenda de maior rigor fiscal e endurecimento no combate ao crime organizado, enquanto intensifica as críticas à gestão petista.
Da IstoÉ