CÁRMEN LÚCIA IGNORA DESDE MAIO PEDIDOS DE SUSPEIÇÃO DE GILMAR MENDES
A Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, está desde maio fingindo
ignorar os pedidos de suspeição contra o ministro Gilmar Mendes, acusado de libertar
criminosos com quem mantém algum tipo de relação pessoal ou envolvimento de
interesses financeiros.
Os primeiros pedidos de suspeição foram encaminhados pela Procuradoria-Geral da
República em maio, quando Gilmar Mendes mandou soltar o empresário Eike Batista.
Ao ser questionada sobre a tramitação dos processos contra o ministro, a assessoria de
imprensa do STF deu o tom do interesse da presidente da Corte em tomar alguma
providência: “As ações vão andar normalmente”.
Em 8 de maio, a PGR solicitou que o STF declararasse Gilmar impedido de atuar no
habeas corpus de Eike devido ao fato da mulher do ministro, Guiomar Mendes,
trabalhar no escritório do advogado Sérgio Bermudes, defensor de Eike em outros processos. .
Desde então, a PGR já encaminhou três pedidos de suspeição contra Gilmar Mendes,
argumentando que o ministro não teria isenção suficiente para atuar nos casos por ter
algum tipo de relação com os investigados. Todos os processos que chegaram ao STF
ainda estão paradas no gabinete de Cármen Lúcia.
Mesmo diante de tantas bandalheiras do colega, a ministra Cármen Lúcia continua
postergando a decisão de declarar Gilmar Mendes suspeito de atuar em processo
envolvendo criminosos de sua relação pessoal ou de sua esposa.
Com informações de Confiante no corporativismo que ainda impera no STF, Gilmar Mendes soltou
praticamente todos os integrantes da organização criminosa que comanda o
transporte coletivo no rio, presos na Operação Ponto Final da Lava Jato, da Polícia
Federal.
Segundo o MPF, Gilmar teria que ser impedido de atuar em processos referentes aos
integrantes da organização criminosa que comanda o transporte coletivo no rio por
vários motivos. “Há entre eles vínculos pessoais que impedem o magistrado de exercer
com a mínima isenção suas funções no processo”, diz a petição da PGR.
Gilmar Mendes foi padrinho de casamento de Beatriz Barata, filha de Jacob Barata
Filho, acusado de ser o chefe da máfia dos transportes no Rio. O noivo é sobrinho da
mulher de Gilmar Mendes, Guiomar Mendes.
VIA: IMPRENSA VIVA