Cassação de Chico Rodrigues depende de Alcolumbre
Após o escândalo do flagrante de Chico Rodrigues (DEM-RR) com R$30 mil na cueca em operação DESVID19 da Polícia Federal (PF) sobre desvios durante a pandemia por emendas parlamentares, há especulações sobre a cassação do mandato de senador flagranteado.
Chico Rodrigues foi somente afastado de seu cargo no Senado Federal pelo Ministro Luis Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Logo em seguida, também solicitou o afastamento por 90 (noventa) dias. Tal pedido é visto, por algumas pessoas de dentro do Congresso Nacional, como uma manobra para blindar o parlamentar. Todavia, o presidente do Conselho de Ética do Senado, Jayme Campos (DEM-MT) afirmou que a licença não interfere na avaliação do caso pelo colegiado.
O caso seria analisado pelo Colegiado do STF nessa semana, e a decisão de Barroso quanto ao afastamento poderia ser mantida ou revogada. Entretanto, o senador investigado ampliou sua licença para 121 (cento e vinte e um) dias, o que fez com que o Pretório Excelso retirasse o processo de pauta.
Agora, o que resta é a “última palavra” a ser dada pelo plenário do Senado, posto que as reuniões da Comissão de Ética devem ocorrer somente com autorização da Mesa Diretora da Casa, cujo mandatário é Davi Alcolumbre (DEM-AP).
Porém, o Conselho de Ética ainda está paralisado devido à pandemia da COVID-19, bem como Rodrigues é um dos membros deste conselho.
Dessa forma, a investigação pelo Senado Federal parece estar mais longe do que o esperado, ainda mais porque Alcolumbre garantiu a diversos interlocutores que dará em nada o pedido de cassação do mandato de Rodrigues.
Agora resta saber se o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumpre (DEM-AP) agilizará o processo de cassação de Chico Rodrigues (DEM-RR), diante do flagrante inadmissível para um servidor público.