Chernihiv é bombardeada apesar de promessa russa; veja últimas notícias
- Chernihiv foi bombardeada "toda a noite", segundo o governador;
- A Rússia havia anunciado ontem que reduziria ataques no norte;
- Zelensky afirmou que ucranianos não são "ingênuos";
- Ocidente disse que sanções continuarão até fim da invasão;
- O número de refugiados chegou a 4 milhões;
- Ministros das Relações Exteriores de Rússia e China se encontraram hoje em território chinês.
- Chernihiv é bombardeada apesar de promessa russa; veja últimas notícias
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A Rússia afirmou após negociações de paz que iria "reduzir drasticamente" ataques no norte ucraniano, mas potências ocidentais e Ucrânia estão céticos. Veja as notícias desta quarta-feira, 30 de março

Trostianets, perto da fronteira com a Rússia, no nordeste: uma das primeiras cidades a cair foi recapturada no fim de semana (AFP/AFP)
"Situação não muda em Chernihiv", diz governador
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A cidade de Chernihiv, no norte da Ucrânia, foi alvo de bombardeios durante "a noite inteira", segundo autoridades ucranianas.
"Chernihiv foi bombardeada a noite inteira com artilharia e aviões", afirmou no Telegram o governador da região, Viacheslav Chaus, que mencionou a destruição de infraestruturas civis e destacou que a cidade continua sem água e energia elétrica.
A guerra na Ucrânia chega nesta quarta-feira, 30, a 35 dias, após os primeiros ataques em 24 de fevereiro.
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Após negociações em Istambul, na Turquia, a Rússia havia prometido na tarde de ontem reduzir "drasticamente" as operações militares nas regiões de Kiev e Chernihiv, ambas no norte da Ucrânia. O objetivo, segundo o Kremlin, seria "aumentar a confiança mútua" para futuras negociações.
Depois de Mariupol, no sul, Chernihiv é a cidade mais afetada por bombardeios desde o início da guerra.
A cidade, que tinha 280.000 habitantes antes da guerra, está "sem comunicação e não conseguimos mais repará-las", acrescentou o governador, que também citou ataques contra Nizhyn, na mesma região.
"A situação não muda, Chernihiv é alvo de bombardeios de artilharia e aéreos", afirmou Chaus.
Em entrevista à rede de televisão americana CNN, o prefeito de Chernihiv, Vladyslav Atroshenko, disse que os ataques na verdade teriam "aumentado". "Esta é mais uma confirmação de que a Rússia sempre mente", disse.
Mulher em frente a prédio residencial destruído em Kiev, em 28 de março (foto de arquivo): foco da Rússia tem mudado em direção ao leste (Anastasia Vlasova/Getty Images)
Zelensky: não somos "ingênuos"
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse em fala nesta quarta-feira que, embora as conversas com a Rússia tenham sido "positivas", as negociações "não abafam as explosões de bombas russas".
Zelensky disse também que a Ucrânia não reduzirá seus esforços militares e que ucranianos "não são um povo ingênuo". Segundo ele, por ora, não há "razão para confiar nas palavras de representantes de um Estado que continua lutando por nossa destruição".
Na mesma rodada de negociação em Istambul, a Ucrânia formalizou sua proposta de neutralidade na Otan, a mais detalhada oferecida até agora. A proposta de Kiev seria não entrar na Otan em troca de garantias de segurança (veja aqui).
