Chilique diante da pergunta sobre Queiroz gerou a terceira pior onda de publicações negativas para Bolsonaro
Do Estadão:
O movimento nas redes sociais iniciado neste domingo, após a ameaça feita pelo presidente Jair Bolsonaro a um repórter que o questionou sobre o suposto esquema de rachadinha envolvendo sua família, gerou a terceira maior onda de repercussão negativa para o presidente nas redes sociais desde o início da pandemia, segundo dados compilados pela consultoria Bites.
O levantamento, que inclui dados atualizados até as 17h30 desta segunda-feira, indica que o epidódio só ficou atrás da repercussão negativa gerada no dia da prisão de Fabrício Queiroz, em 18 de junho, e à repercussão dos dias que se seguiram à ida do presidente a atos antidemocráticos em 31 de maio. Na ocasião, o presidente chegou a cavalgar na Esplanada dos Ministérios antes de encerrar sua participação ao lado de apoiadores.
Segundo a Bites, entre o último domingo, quando o presidente disse que tinha vontade de “encher de porrada” o jornalista que o questionou sobre repasses de R$ 89 mil feitos por Fabrício Queiroz à primeira-dama Michelle Bolsonaro, e as 17h30 desta segunda-feira, foram feitas 912 mil publicações no Twitter que repetiram o questionamento feito pelo jornalista ou que utilizaram as hashtags “#respondebolsonaro”, “#respondepresidente” e “#porradanaonoscala”.
Neste período, foram 336 mil os usuários a publicarem conteúdos do tipo – como uma mesma conta pode fazer várias publicações sobre o tema, o número de usuários que publicaram tende a ser menor que o número de publicações em si. Cálculo feito com base no número de seguidores de cada conta e no número de publicações que cada uma fez sobre o tema indica ainda que postagens sobre o suposto repasse para Michelle apareceram pelo menos 1,96 bilhão de vezes para usuários no Twitter.
(…)