China também apoia a entrada da Argentina nos BRICs

7 de fevereiro de 2022 338

Por Melissa Molina, no Página 12 – O presidente Alberto Fernández se encontrou com seu colega chinês Xi Jinping na cidade de Pequim e após o encontro deixou o gigante asiático para ir a Barbados, última parada de sua primeira turnê internacional do ano. No encontro bilateral – que inicialmente teria duração de 20 minutos, mas acabou durando uma hora – o presidente fechou um importante acordo de investimento e cooperação econômica, tornando-se também o primeiro dos três maiores países da região – México e o Brasil ainda não o fizeram – a aderir à Rota da Seda, que permitirá ao país ter financiamento de mais de 23 bilhões de dólares para diversos projetos. Os acordos alcançados com aquele país estão relacionados ao desenvolvimento verde, economia digital, desenvolvimento espacial, tecnologia e inovação, educação e cooperação universitária, agricultura, ciências da terra, mídia pública e energia nuclear.

Na China, Fernández também conseguiu que Xi Jinping sinalize que estão dispostos a estudar projetos para canalizar os Direitos Especiais de Saque do FMI e ampliar seu uso. Eles também expressaram a necessidade de a agência realizar uma revisão de sua política de sobretaxas. O presidente enfatizou que "a decisão da China de incentivar um maior uso de moedas nacionais no comércio e investimento e apoiar a demanda da Argentina por uma revisão da política de sobretaxas do FMI são avanços cruciais". O ministro das Relações Exteriores, Santiago Cafiero, por sua vez, referiu-se à incorporação do país à Rota da Seda e disse que se trata de "uma decisão estratégica" e a qualificou como "um novo marco na relação bilateral" com a China.

O financiamento obtido será desembolsado em duas parcelas: uma, já aprovada, de 14 bilhões de dólares, inclui dez projetos de infraestrutura, incluindo uma quarta Usina Nuclear, linhas de transmissão, gasodutos, barragens e ferrovias, entre outros. E um segundo pacote de 9.700 milhões de dólares. Na reunião, os líderes destacaram a renovação do Acordo SWAP em 2020 e concordaram que continuarão a fortalecer sua cooperação, a fim de incentivar um maior uso das moedas nacionais no comércio e no investimento.

Fonte: BRASIL 247