Como é o sistema de reféns no Japão do qual Ghosn escapou
De Rupert Wingfield-Hayes na BBC Brasil.
A fuga do empresário franco-brasileiro-libanês Carlos Ghosn da prisão domiciliar em que era mantido no Japão volta a lançar luz não apenas sobre as acusações que pesam contra ele, mas sobre o sistema judicial japonês – mais especificamente, o que é chamado de “sistema de reféns”.
O sistema de Justiça criminal japonês é focado no interrogatório. O objetivo é obter uma confissão”, diz Nobuo Gohara, que trabalhou na Promotoria japonesa por 23 anos, até se demitir. Ele hoje trabalha como advogado e faz campanha por uma reforma no sistema judiciário.
“Um suspeito que admite um crime pode até ser libertado da prisão”, ele explica à BBC. “Mas se uma pessoa se recusa a admitir o crime, a Promotoria vai se opor fortemente a sua libertação, até que obtenha uma confissão.”
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