Como o fogo amigo do PT deve atingir Galípolo

18 de maio de 2026 24

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem sido pressionado pelo PT a culpar Roberto Campos Neto, seu antecessor no comando da instituição, como um dos responsáveis pelos juros altos no Brasil e pela crise do Master. Integrantes do partido – e também do governo – querem que ele aponte para Campos Neto como personagem central do esquema por ter autorizado Daniel Vorcaro a abrir o banco.

Galípolo, porém, tem se negado a embarcar nessa narrativa, que considera mentirosa e irreal, apesar das pressões que tem recebido desde que passou a integrar a diretoria da autoridade monetária – na sequência, ele assumiu a vaga de Campos Neto no comando do BC.

A interlocutores, Galípolo tem dito que após chegar ao posto de presidente do Banco Central teve total clareza de como são os processos internos de análise de autorizações como a concedida por Campos Neto e que não identificou, até o momento, problemas ou irregularidades no processo que culminou na compra do banco Máxima, que depois virou Master, por Vorcaro. 

Como consequência dessa postura, aliados do presidente do BC dão como certo que o fogo amigo do PT sobre Galípolo vai se intensificar nos próximos meses, com a aproximação das eleições.

Fonte: Antonio Temóteo