“Conheço Bolsonaro. Éramos íntimos de sentar de cueca para conversar na beira da cama”, diz Bebianno
Do Valor:
“Eu conheço Bolsonaro. Éramos íntimos de sentar de cueca para conversar na beira da cama.” Essa imagem, que se repetiu muitas vezes em diversas cidades e pequenos hotéis pelo Brasil entre 2017 e 2018, ficou na memória do advogado Gustavo Bebianno como exemplo de sua proximidade com o então candidato durante a campanha para a Presidência.
Nessa época, os filhos do presidente ainda não existiam para o então faz-tudo de Jair Bolsonaro, a não ser em encontros fortuitos. O faixa preta peso-pesado de jiu-jítsu de 1,88m foi o primeiro demitido, apenas 48 dias depois da posse, em uma lista de auxiliares de primeiro escalão do presidente. Bebianno foi uma das pessoas mais próximas de Bolsonaro durante a campanha e se tornou o alvo inaugural de Flávio, Eduardo e Carlos.
Passados seis meses de governo, após um período de silêncio autoimposto e dois meses de férias na Califórnia com a mulher, Bebianno conta que cuidava de tudo durante a campanha: segurança, remédios, vitamina, alimentação e até a roupa do candidato. Acumulava a defesa jurídica, coordenava campanha e tesouraria e presidia o partido que deu legenda ao então candidato, PSL.
Sentado em um de seus locais prediletos para este “À Mesa com o Valor”, no restaurante Satyricon, em Ipanema, Rio, que frequenta desde os anos 90, o ex-ministro é reconhecido pelo maître e pelos garçons, que servem sua bebida usual, sem perguntar: água tônica com uma rodela de limão. Faz tempo que ele não segue mais a dieta da família Gracie e largou academia e tatames. Agora, está animado a entrar no octógono da política.