Coronavírus: Itália em bloqueio nacional para impedir a propagação do vírus
Jornal GGN – A Itália, país mais atingido na Europa pelo coronavírus, impôs restrições sem precedentes a seus 60 milhões de habitantes para controlar o surto mortal do vírus no país.
As restrições, que continuarão até 3 de abril, atingem todo o território, se estendendo da zona de quarentena imposta ao norte de Milão e na região da Lombardia, Veneza e Pesaro Urbino, ao restante do país.
Todas as escolas e universidades serão fechadas imediatamente. Os jogos de futebol e eventos esportivos serão suspensos até o próximo mês.
Todas as estações de esqui estão cerradas e cinemas, museus, boates e locais similares devem permanecer fechados.
As instituições religiosas permanecem abertas enquanto as pessoas puderem ficar a um metro de distância uma da outra, sendo proibidas cerimônias como casamentos, batismos e funerais.
Para viajar, a pessoa deve preencher um formulário padronizado justificando seus motivos e enviá-lo às autoridades nas estações de trem e aeroportos, bem como nas principais estradas entre as cidades.
Os supermercados em Roma e Nápoles estavam lotados de moradores, que estocavam comida, sabão e desinfetante. O governo garantiu ao público que os supermercados serão reabastecidos regularmente, mas as filas continuavam, em ordem, apesar desta primeira demonstração de compra de ‘pânico’.
Na segunda, a Organização Mundial de Saúde alertou que havia uma ameaça muito real de o coronavírus se tornar uma pandemia. Desde que o vírus surgiu na China, no final do ano passado, a Itália se tornou o país mais atingido na Europa.
A Itália tem o maior número de casos e o maior número de mortes fora da China, ultrapassando o Irã. Em todo o mundo, mais de 110 mil casos foram registrados em mais de 100 países.
Romênia e Malta suspenderam voos para a Itália, assim como a British Airways, do Reino Unido.
No tocante à economia, a Itália aprovará medidas no valor de aproximadamente 10 bilhões de euros (11,35 bilhões de dólares) para combater o impacto do surto, disse o ministro da Indústria.
Os pagamentos de hipotecas serão suspensos em todo o país, confirmou Laura Castelli, vice-ministra da Economia da Itália.
Com informações da Al Jazeera