Coronel Assis pede mudanças no Judiciário para ajudar a desmantelar crime organizado

5 de abril de 2024 73

O ex-comandante da Polícia Militar em Mato Grosso e deputado federal, Coronel Assis (União), afirmou que são necessárias mudanças no Judiciário para que o estado possa desmantelar, de maneira mais célere o crime organizado no estado e no país. Segundo ele, atualmente as ações são como chover no molhado, já que posteriormente os bens dos bandidos são desbloqueados e devolvidos, sendo que este é o principal meio para ‘falir’ estas facções.

“O Poder Paralelo tem uma grande influência dentro do Brasil. Temos territórios que são dominados pelo crime organizado. Ali dentro, eles são o poder absoluto, decidindo quem vive e quem morre. Não tem como você tratar isto com flores”, disse o coronel, ao defender a firmeza na atuação das polícias.

O comandante comentou sobre a prisão e do projeto audacioso de Paulo Witer Farias Paelo (o W.T.), um dos líderes de uma organização criminosa que atuava em Cuiabá. Ele iniciou a construção de um complexo esportivo no Bairro Jardim Umuarama, na Capital, o qual se chamaria Arena Vip Cuiabá.

Ele também fazia  ações de assistencialismo, com a entrega de cestas básicas para as famílias, brinquedos e ovos de páscoa para as crianças.

Assis disse que esses movimentos são conhecidos dos criminosos para ganharem a confiança da população e para atrair jovens e crianças para o crime organizado. ” Você tem o poder econômico, que influencia muito dentro de uma sociedade”.

A opinião também é compartilhada pelo delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Gustavo Belão, um dos que chefiou a operação. “A prática de assistencialismo, que já se tornou uma forma de atuação das facções, é muito prejudicial para a sociedade, porque, enquanto passa a sensação de que os criminosos cuidam da população mais desassistida, aproxima as nossas crianças do tráfico de drogas e desse meio que é extremamente violento”, ressaltou o delegado Gustavo Belão.

A distribuição das cestas básicas era organizada por outros membros do grupo criminoso e destinada às famílias mais carentes ou com familiares presos. Em uma das entregas, o grupo movimentou cerca de R$ 42 mil apenas com a compra de sacolões.

Por fim, o deputado pede que o Poder Judiciário tome uma atitude: “Não podemos ter lá na frente uma situação jurídica que vai promover a liberação desta pessoa ou devolver os ativos financeiros, como tivemos já devoluções de helicópteros, que estavam sendo usados contra o crime, que voltou para a facção. Não podemos continuar chovendo no molhado”.

Fonte: DA REDAÇÃO