Cotas políticas
Fiquei decepcionado com o artigo "Por nós e pelas que virão" (Folha, 21/10) de Tabata Amaral, que apregoa a instituição de cotas para mulheres no Senado. A ampliação da voz feminina no Congresso Nacional é desejável, mas não deve ser conseguida por imposição, mas por convicção, sempre respeitando o princípio constitucional de que somos todos iguais perante a lei. Não seria justo nem ético reservar vagas exclusivas para mulheres, como se fossem seres inferiores, precisando de ajuda, prejudicando a participação masculina. Ninguém impede mulher alguma de participar da vida pública, mas estabelecer cotas é "privilégio", que significa acima da lei. Agora, é muito estranho que uma proposta tão absurda venha de uma deputada federal e cofundadora de um partido político, o Movimento "Acredito". Desse jeito, não dá pra acreditar...
Salvatore D' Onofrio
Dr. pela USP e Professor Titular pela UNESP
Autor do Dicionário de Cultura Básica (Publit)
Literatura Ocidental e Forma e Sentido do Texto Literário (Ática)
Pensar é preciso e Pesquisando (Editorama)
www.salvatoredonofrio.com.br
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