Crivella tenta barrar processo de impeachment por criar “Guardiões” com dinheiro público
Do UOL:
A abertura do processo de impeachment contra o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), pode esbarrar em uma manobra da base de apoio ao governo municipal para impedir a votação marcada para a tarde de hoje, na Câmara dos Vereadores. A oposição teme que vereadores aliados faltem à sessão, provocando falta de quórum.
O pedido de impeachment contra o prefeito foi motivado pelo uso de servidores comissionados para impedir o trabalho de jornalistas em unidades de saúde do Rio, segundo revelou reportagem da TV Globo. Investigada em diferentes frentes, a ação seria coordenada por meio de grupos em aplicativos de mensagens —o maior deles é batizado de “Guardiões do Crivella”.
Para que a sessão seja iniciada, ao menos 26 dos 51 vereadores precisam estar presentes. No entanto, vereadores da oposição temem que apoiadores de Crivella faltem de maneira orquestrada à sessão, o que a impediria por falta de quórum.
Nas contas da oposição, Crivella tem uma base de 21 vereadores. A Câmara tem um “grupo flutuante”, formado por vereadores que se encontram ao centro e não possuem um posicionamento claro —o que daria margem a negociações em troca de um posicionamento em prol do governo.