Cujubim: Reginaldo do Galo Velho disse “não” às 25 casas populares e Matilde quer explicação
Matilde já viu vereador votar contra aumento de imposto, contra empréstimo, contra reajuste e até contra colega de plenário. Política é isso. Cada um vota conforme sua consciência. Mas tem voto que deixa uma cidade inteira com uma pulga atrás da orelha.
Na sessão extraordinária da Câmara de Cujubim, os vereadores analisaram o projeto que autoriza a adesão ao programa Minha Casa, Minha Vida, viabilizando a construção de 25 casas populares no município, com recursos superiores a R$ 3 milhões do governo federal e contrapartida do município.
Era o tipo de projeto que costuma unir os parlamentares. Afinal, moradia não é luxo. É necessidade.
Mas, no painel de votação, apareceu um detalhe que chamou a atenção da velha futriqueira.
Reginaldo do Galo Velho foi o único vereador a não votar favoravelmente ao projeto.
Matilde não saiu correndo para condenar ninguém. Ela prefere fazer perguntas.
— O que levou o vereador a tomar essa decisão?
Encontrou alguma irregularidade? Discordou da forma como o projeto foi apresentado? Entendeu que havia prejuízo para o município? Ou simplesmente não concorda com a proposta?
Porque voto é direito do parlamentar. Mas explicar o voto também faz parte da obrigação de quem recebeu a confiança das urnas.
Enquanto isso, há famílias em Cujubim que continuam pagando aluguel, morando de favor ou esperando há anos pela oportunidade de ter um teto para chamar de seu.
Para essas pessoas, 25 casas não são apenas números. São 25 sonhos.
Matilde fechou o notebook, olhou para o gato, que dormia tranquilamente na cadeira, e comentou:
— Em política, um voto nunca é apenas um voto. Principalmente quando do outro lado existem 25 famílias esperando uma chance de recomeçar.
Agora a palavra está com o vereador Reginaldo do Galo Velho.
Porque, quando um representante decide seguir sozinho em uma votação tão importante, o mínimo que a população merece é uma explicação.
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