Das críticas à redenção: o trabalho de Abel com a ‘alma tricolor’ até o título da Taça Guanabara no Fluminense

6 de março de 2022 411

“O Fluminense é f***”, disse Abel Braga após uma entrevista coletiva em 2017, na última passagem pelo clube. Exatos cinco anos depois da conquista da última Taça Guanabara pelo Tricolor, o treinador voltou a levantar o título e, emocionado, exaltou a história que transcende as linhas do campo. Questionado e xingado nas primeiras semanas da temporada, agora o veterano começa a viver uma lua de mel com a torcida. Foram necessárias 11 vitórias consecutivas, mas o técnico parece ter ganhado um voto de confiança.

Quando Abel foi anunciado pelo Flu, muitos torcedores questionaram a escolha. Apesar de vencedor e identificado com a história do clube, o treinador não era sinônimo de futebol inovador e confiança recente. Nas primeiras partidas, especialmente pela reserva de Paulo Henrique Ganso, xingamentos, gritos de “burro” e muitas cobranças pelo futebol ruim apresentado. A derrota para o Bangu na estreia parecia representar o pior pesadelo do tricolor, que sonhou com o alto investimento e via um time bagunçado em campo.

Mas a maré começou a virar para o Fluminense, que venceu todos os jogos desde então e está a dois triunfos de igualar a melhor sequência de sua história. Não só o time titular começou a apresentar melhoras, apesar de alguns problemas persistirem, mas os reservas dão conta do recado sempre que são acionados. Foram eles que garantiram o 4 a 0 sobre o Resende no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e são o melhor “time” do Cariocão, com 100% de aproveitamento até aqui.

Abel Braga tem história no Fluminense e no futebol do Rio de Janeiro. Com essa Taça Guanabara, ele atingiu a marca de 19 troféus conquistados em clubes cariocas, juntando sua carreira de jogador e treinador. Ele só não levantou um título pelo Botafogo entre os quatro grandes. E é no Flu onde Abelão teve mais conquistas: foram 12 troféus, sendo cinco Taças Guanabara, quatro Campeonatos Cariocas, duas Taças Rio e um Campeonato Brasileiro. Esta foi a nona Taça Guanabara, a quinta como técnico.

 

 

Fonte: Parceria Lance & IstoÉ