De um ministro militar: “se Bolsonaro tentar um golpe não leva três soldados atrás dele”

4 de abril de 2021 98

O prestígio do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) nas Forças Armadas parece cada vez mais pífio mesmo.

coluna de Lauro Jardim diz ter ouvido, neste domingo (4), de um ministro militar, ao comentar o risco de uma virada de mesa:

“Se o Bolsonaro tentar um golpe não leva três soldados atrás dele.”

Este falou sem revelar a identidade, mas muitos militares têm dito o mesmo escancaradamente. O general da reserva Francisco Mamede de Brito Filho, 59, conhecido como general Brito, por exemplo, afirmou em entrevista à coluna Painel, da Folha, que o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) desrespeitou os militares com o episódio da demissão do então ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e a subsequente saída dos comandantes.

“Conheço bem os militares do Alto Comando, tem pessoas do Alto Comando que pertencem à minha turma de formação, com os quais convivi durante quatro anos na Academia Militar das Agulhas Negras, e os outros todos foram contemporâneos. As quatro turmas de formação que estão hoje no Alto Comando foram contemporâneas minhas. Conheço muito bem o treinamento, e há uma coisa muito bem definida na nossa formação: a de que militares cuidam da sua tropa. Têm que buscar a sua profissionalização. Abandonar a política para quem vive de política, que não são os militares”, afirma o general.

Para ele, o recado deixado por Azevedo, Edson Pujol (Exército), Antonio Carlos Moretti (Aeronáutica) e Ilques Barbosa Junior (Marinha) é muito forte.

“Uma mensagem para ratificar que não existe nenhuma intenção de se aventurar politicamente dentro de um quadro conturbado, de crise, sabendo que existem instituições democráticas consolidadas e que vão apresentar uma solução para o problema.”

Fonte: REVISTA FORUM/Julinho Bittencourt