Defesa antiaérea intercetou 71 mísseis dos EUA e Aliados

14 de abril de 2018 507

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ao início da madrugada deste sábado (hora de Lisboa) ter ordenado ataques com mísseis contra alvos na Síria, em resposta aos alegados ataques com armas químicas realizados pelo regime de Bashar al-Assad no passado fim de semana. Numa operação encabeçada pelos norte-americanos, participaram também o Reino Unido e a França.

A Rússia reagiu, com Anatoly Antonov, embaixador da Rússia nos EUA, a dizer; "Estamos a ser mais uma vez ameaçados. Avisámos que estas ações não ficariam sem consequências". Também Vladimir Putin já falou sobre o ataque, em comunicado, falando em "ato de agressão contra um Estado soberano".

As reações por toda a comunidade internacional sobre o ataque vão sucedendo-se. Acompanhe aqui ao minuto todos os desenvolvimentos.

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09:09Partidos da oposição no Reino Unido e França criticam ataques DN.pt

Os principais partidos da oposição no Reino Unido e em França criticam hoje os ataques que os governos de Washington, Londres e Paris lançaram esta madrugada contra alvos na Síria.

 

"O Reino Unido devia ter um papel de liderança na procura de um cessar-fogo no conflito e não receber instruções de Washington e pôr soldados britânicos em risco", afirmou o líder do Partido Trabalhista britânico (centro-esquerda), Jeremy Corbyn.

 

A primeira-ministra britânica, Theresa May, decidiu e ordenou os ataques sem consultar o Parlamento, violando um entendimento político que vigora no Reino Unido desde a intervenção internacional no Iraque em 2003.

 

Formalmente, no entanto, a primeira-ministra tem competência para decidir operações militares sem a aprovação do Parlamento.

A mobilização da Royal Air Force, que participou nos ataques na Síria com quatro aviões de combate, é, sublinhou Corbyn, "legalmente discutível" e a primeira-ministra "devia ter pedido a aprovação do Parlamento".

 

"Seguir um presidente norte-americano imprevisível não pode substituir-se a um mandato da Câmara dos Comuns", criticou também o líder do Partido Liberal-Democrata (centro), Vince Cable.

 

"A primeira-ministra podia e devia ter falado com o Parlamento esta semana", insistiu.

 

Em França, a oposição também reagiu contra a decisão do presidente, Emmanuel Macron, de envolver o país nos ataques à Síria.

 

"Acrescentar guerra à guerra nunca faz com que se avance para a paz", escreveu no Twitter o líder dos Republicanos (centro-direita) no Senado, Bruno Retailleau.

 

"Esta demonstração pontual de força corre o risco de alimentar o terrorismo, [porque] nutre a ideia de que o Ocidente é hostil ao mundo árabe. Estes ataques enfraquecem a nossa diplomacia", considerou.

 

Também a líder da Frente Nacional (extrema-direita), Marine Le Pen, considerou que os ataques colocam França "num caminho de consequências imprevisíveis e potencialmente dramáticas".

 

"França perdeu, mais uma vez, uma oportunidade de aparecer na cena

internacional como uma potência independente e de equilíbrio no mundo", escreveu Le Pen no Twitter.

 

As críticas mais fortes a Macron foram feitas pelo líder da França Insubmissa (esquerda), Jean-Luc Mélenchon, que disse à imprensa que conta "com o sangue frio dos russos para que tudo fique por aqui".

 

Mélenchon advertiu que os grandes conflitos começam frequentemente com incidentes aparentemente menores e criticou Macron por "alinhar-se com os Estados Unidos".

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09:05Marcelo: Só "vontade de construir a paz permitirá caminhos de futuro" DN.pt

O Presidente da República afirmou este sábado que só a vontade de construir a paz permitirá caminhos de futuro, ao referir-se ao ataque de "amigos e aliados" à Síria e à compreensão manifestada pelo Governo português.

 

"Memória, orgulho e coragem nos reúnem aqui hoje, Forças Armadas e Portugal, num dia em que Portugal já manifestou pelo seu Governo a compreensão para com a razão e a oportunidade da intervenção de três amigos e aliados, limitada a estruturas de produção e distribuição de armas estritamente proibidas pelo direito internacional e cujo uso é intolerável e condenável", disse Marcelo Rebelo de Sousa, Comandante Supremo das Forças Armadas.

 

Ao discursar nas cerimónias do Dia do Combatente, centenário da Batalha de La Lys e 82.ª romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido, no Mosteiro da Batalha, distrito de Leiria, o Chefe de Estado referiu-se ainda à posição do Governo liderado por António Costa, notando que, ao mesmo tempo, "apelava a uma investigação independente sobre crimes de guerra e a uma solução política negociada e pacífica, dramaticamente urgente, a pensar naquele povo martirizado".

 

"Numa região de que acabo de chegar e onde só o fim da escalada, escalada de violência e a vontade de construir a paz permitirão caminhos de futuro", continuou, numa alusão à visita ao Egito que terminou na sexta-feira, acrescentando que os tempos atuais são "difíceis e, por isso, tempos que mais do que todos os outros convidam a esta evocação da memória, do orgulho e da coragem das nossas Forças Armadas".

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09:00Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje às 16:00 de Lisboa DN.pt

A reunião foi pedida pela Rússia, aliada do regime sírio.

 

Trata-se da quinta reunião que o Conselho de Segurança da ONU realiza esta semana sobre a situação na Síria.

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08:58As primeiras imagens DN.pt
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08:57Os locais dos ataques. DN.pt

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08:56 DN.pt

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08:56Os ataques DN.pt

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08:54Trump "orgulhoso" do exército norte-americano DN.pt

O Presidente dos EUA escreveu ainda que estava "orgulhoso" do exército norte-americano, e que este será o melhor "que o país alguma vez teve", depois de gastar "milhares de milhões de dólares aprovados". "Não haverá nada, nem ninguém, que esteja sequer perto", acrescentou.

 

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