Defesa de Lula usará convite de Bolsonaro a Moro para indicar imparcialidade da justiça
A coluna de Mônica Bergamo, desta quarta-feira (31), informa que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve usar o convite feito pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para que Sergio Moro seja ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ou ministro da Justiça.
Para a defesa do ex-presidente, o convite para o juiz de Curitiba, e ainda o fato deste ter se sentido “honrado”, reforçam em órgãos internacionais a tese de parcialidade do juiz contra o petista.
O colunista Josias de Souza, de perfil conservador, também comentou o assunto em texto publicado nesta terça-feira (30). Para ele, colocar Moro no ministério “seria um grande equívoco”. E o juiz aceitar “seria um gigantesco absurdo”.
Josias afirma ainda que “uma coisa é aceitar eventual indicação de Bolsonaro para ocupar poltrona de ministro no Supremo”, pois todo magistrado sonha com isso. “Outra coisa bem diferente é trocar a prerrogativa de mandar prender poderosos pelo risco de ser mandado embora por um deles”, escreveu.
O colunista lembra ainda que “a seis dias do primeiro turno, Moro levantou o sigilo de um trecho da delação companheira de Antonio Palocci”, levantando a suspeita de que o juiz interferiu na eleição.
Josias conclui dizendo que, caso o juiz aceite, “a Lava Jato jamais será a mesma”.