Delação do presidente da Fecomércio do Rio de Janeiro é homologada

4 de setembro de 2020 57

Da Época:

Marcelo Bretas homologou em 30 de junho a delação de Orlando Diniz, o ex-presidente da Fecomércio do Rio de Janeiro, que tentava havia anos fechar uma colaboração premiada com a Lava Jato para confessar seus milionários atos de corrupção.

Os fatos revelados por Diniz, que acordou não ficar preso nenhum dia, surpreenderam até o escaldado Bretas. O advogado afirmou ter alavancado um azeitado esquema ilegal com políticos e autoridades do Rio de Janeiro, supostamente envolvendo alguns notórios advogados da cidade.

Nascido em 1964, o carioca Orlando Diniz cresceu em uma família de comerciantes: o pai, um açoriano que era dono de um açougue na Urca, na Zona Sul da cidade, passou-lhe o comando dos negócios da família. Mais tarde, começou a se envolver em entidades de empresários, como o Sindicato de Carnes e a Fecomércio-RJ, onde assumiu seu primeiro mandato em 2000.bA cereja do bolo da delação, entretanto, são os desvios no Sesi-RJ e Senac-RJ.

Diniz devolverá quase todo seu patrimônio — ficará com cerca de US$ 1 milhão depositados no exterior. “Todo o patrimônio” inclui a espaçosa casa que tem no condomínio Portobello, em Mangaratiba, o mesmo para onde Sergio Cabral e Adriana Ancelmo viajavam às custas dos contribuintes do Rio.