Depois dos protestos da direita e a dois dias da manifestação dos estudantes, MASP se diz agora preocupado com a estrutura do museu

28 de maio de 2019 145

De Bruno Tavares e Carolina Giancola no SP2.

 

O Museu de Arte Assis Chateuabriand (Masp), espaço utilizado como ponto de encontro de manifestações na Avenida Paulista, pediu ajuda à Prefeitura de São Paulo para proteger a estrutura.

Em um documento de quatro páginas, entregue à Subprefeitura da Sé, a direção do museu alegou que a sobrecarga, causada por multidões que costumam ocupar o vão livre do Masp, é um risco para as pessoas, para o prédio e para o patrimônio. Um restaurante, um espaço de exposição e um auditório ficam embaixo da grande laje. A subprefeitura diz que vai fazer a análise do documento esta semana.

 

O prédio suspenso, projetado por Lina Bo Bardi na década de 1960, é um dos ícones da arquitetura brasileira e um dos mais admirados cartões postais de São Paulo. O vão livre tem 70 metros entre um pilar e outro e o mirante com vista para a Avenida 9 de Julho recebem visitantes diariamente.

No documento, o Masp diz que no último dia 15, quando uma manifestação se concentrou no vão livre, “foi necessário fechar o museu por questões de segurança e houve princípio de tumulto”. O texto diz ainda que a estrutura possui limitações sendo recomentada a redução de atividades no espaço.

Em gráficos e tabelas anexadas ao documento encaminhado à Prefeitura, o Masp explicou que 27 pessoas passando por uma área de 10 metros quadrados é tolerável, grupos parados com até 28 pessoas ainda é aceitável, mas 42 nesse espaço já oferecem risco. Cinquenta e sete pessoas em uma área de 10 metros quadrados nunca deveria ser permitido.