DESTA VEZ, BOLSONARO FRACASSOU
247 - O linguista e colunista do 247 Gustavo Conde comenta em sua 'Live do Conde' o episódio que deve marcar o banimento de Jair Bolsonaro do Twitter e da cena política brasileira, decorrente da publicação obscena que chocou o país e o mundo. Conde argumenta que Bolsonaro tentou obnubilar as manifestações massivas do carnaval que lhes foram extremamente negativas e hostis. Para isso usou um protocolo eleitoral da desova de notícias 'galvanizantes', que encobrem as outras. O problema, para Conde, é que as milícias digitais do bolsonarismo estão em declínio e a contrarreação prevista nas redes (para seu gesto obsceno e reprovável) não veio.
Conde entende que esse episódio específico marca a derrocada do bolsonarismo na cena pública brasileira - e que agora teremos a volta da política tal qual a conhecemos em anos anteriores, como todos os seus corolários.
O linguista ainda traça uma leitura sobre a autoproclamação do ator José de Abreu e diz que o gesto obteve eco na sociedade brasileira porque, justamente, restitui o caráter iracundo necessário para a conquista de espaços políticos.
Para Conde, José de Abreu não "abaixa a cabeça" e nem posa de 'civilizado', o que faz lembrar do surgimento de Lula nas greves do ABC.
O linguista acredita que Lula conquistou seu espaço com virulência (democrática) e que só depois atenuou o discurso para consolidar posição (o Lulinha paz e amor).
José de Abreu ativa essa memória da dicção de Lula e reaviva o processo de embate político nos moldes clássicos da cena pública: com muita energia e autoestima.
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