Dinheiro vivo de propina no caso Odebrecht era captado no comércio popular de São Paulo
Do Estadão:
Lojas de artigos de papelaria, festas e brinquedos da Rua 25 de Março, tradicional ponto de comércio popular no Centro de São Paulo, pequenas fábricas de confecção de roupas no bairro do Brás, e a garagem de uma viação de ônibus no Grajaú, na zona sul paulistana.
Esses foram alguns dos 45 locais onde agentes da Transnacional, a transportadora de valores usada por doleiros para fazer os pagamentos ilícitos da Odebrecht, iam buscar quase que diariamente malotes de dinheiro para atender a extensa demanda do departamento de propina da empreiteira no período eleitoral.(…)
A captação do dinheiro era operada pelos doleiros Cláudio Barboza, ou “Tony”, e Vinícius Claret, o “Juca Bala”, presos em 2017 e hoje colaboradores da Lava Jato, com o apoio do chinês Wu Yu Sheng, o “Dragão”, reconhecido pela facilidade em coletar dinheiro com lojistas.