Eleições 2026: quando o voto não acompanha o governador

29 de setembro de 2026 24

De norte a sul do país, da direita à esquerda, governadores chegam à reta final da campanha de 2026 com dificuldades para transferir votos para seus herdeiros políticos.

Entre eles, há um candidato à Presidência da República, Romeu Zema, do Novo, que não teve sucesso em emplacar seu vice e hoje governador de Minas, Mateus Simões (PSD), como sucessor. Simões tem aparecido em quarto lugar nas pesquisas.

Há, ainda, dois governadores que foram presidenciáveis pelo PSD. Ratinho Júnior, no Paraná, tem penado para tentar levar Sandro Alex (PSD) ao segundo turno. Já no Rio Grande do Sul, são muito pequenas as chances de Gabriel Souza (MDB), apoiado por Eduardo Leite, sair do terceiro lugar.

Existem pelo menos mais dois exemplos. No Maranhão, Carlos Brandão (MDB) se esforça para que o sobrinho, Orleans, se firme no segundo turno. O mesmo ocorre com Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte, com Cadu Xavier disputando de maneira acirrada o segundo lugar.

“A dificuldade dos governadores em fazer sucessores nesta eleição parece revelar, sobretudo, os limites da transferência de votos. Popularidade, aprovação da gestão anterior e força política são ativos muito pessoais, com o eleitor podendo avaliar bem um governador, mas sem ter a mesma identificação pelo herdeiro político”, disse à coluna o cientista político Leandro Gabiati.

Os governadores conseguem transferir estrutura, alianças e apoio político, mas não necessariamente votos.

“Em eleições majoritárias, o endosso ajuda, mas identidade e empatia precisam ser construídas pelos próprios candidatos, principalmente quando a oposição apresenta concorrentes eleitoralmente fortes”, acrescentou Gabiati.

Fonte: DIEGO AMORIM