Elio Gaspari sobre caso Decotelli: “a FGV demorou para reclamar e, quando reclamou, exagerou”
Da Coluna de Elio Gaspari na Folha de S.Paulo.
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A fundação deveria cuidar melhor de sua marca. Uma coisa é um professor do quadro funcional da FGV. Bem outra é uma pessoa que deu uma aula num curso ou numa de suas atividades paralelas. (Faz tempo, um hierarca justificou seu título de professor visitante da Sorbonne dizendo que, como professor, havia visitado ?a universidade francesa.)
O logotipo da FGV é usado para enfeitar eventos semicorporativos e até mesmo seminários de feriadão com verniz acadêmico e essência turística. Entrando no ramo de consultorias, a fundação viu-se metida nas roubalheiras do governador Sérgio Cabral. Nas suas palavras, a FGV serviu de “biombo para efetivar ilegalidades”. A fundação assinou 58 contratos com a gestão do então governador do Rio, ?no valor de R$ 115 milhões.
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No caso de Decotelli, a FGV demorou para reclamar e, quando reclamou, exagerou. Ao contrário do que aconteceu com outros títulos do doutor, ele leciona na fundação, foi bem avaliado pelos alunos e deu uma aula online há poucos dias.