EM CUJUBIM VEREADORES REVIVEM A ENCENAÇÃO DA CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO
O povo de Cujubim está um tanto quanta assustadas com os acontecimentos políticos nessa reta final de campanha, Matilde a velha futrequeira se debruçou na história e percebeu que Cujubim virou palco de uma cena histórica saída direto da Bíblia – mas não se engane, não se trata de um milagre, e sim de uma velha política à moda brasileira. Lá estavam eles, os nobres vereadores, reunidos para decidir quem iria governar o nosso estimado município. Era a vez de escolher entre prender “Jesus” e soltar “Barrabás” – e, adivinhem só, Barrabás saiu vitorioso. E com muitos aplausos, viu?
Quem estava à frente desse espetáculo digno de novela mexicana era ninguém menos que o nosso presidente da Câmara, Herlon. Ele já tinha ensaiado os passos, preparado o discurso, até ajeitado a faixa no espelho do banheiro para não amassar o paletó. Era chegada a hora de assumir a prefeitura, e tudo indicava que aquele seria o seu momento de glória. Só que – surpresa, surpresa! – Veio à tona uma denúncia de superfaturamento nos serviços de limpeza e manutenção dos “quatro anexos” recém-criados da distinta Câmara de Cujubim.
E não pensem que estou aqui exagerando! Dizem que pagavam R$ 6 mil por mês, mas Herlon, homem de visão que é, decidiu que o valor justo era R$ 10 mil – porque, afinal, o que são mais quatro mil entre amigos, não é mesmo? E os prédios da Câmara, olha só, parecem até palácios! Mas o povo quer saber: cadê o dinheiro que estava aqui? Parece que evaporou…
E como diz minha vizinha, a velha futrequeira: se tem fumaça, tem fogo. E esse fogaréu já estava chamuscando as barbas do nosso querido Herlon. Mas eis que, como uma cena bem ensaiada, surge uma denúncia contra o prefeito João Becker. E o que dizia a tal denúncia? Corrupção? Mau uso do dinheiro público? Não, minha gente, a coisa era bem mais capciosa: queriam tirar João Becker do jogo só para que o presidente Herlon pudesse sentar naquela cadeirinha de prefeito e brincar de faz-de-conta com o erário público. Porque parece que ser vereador não basta, tem que ser rei. Rei da coisa toda.
Foi aí que aconteceu o que só se vê em Cujubim – e, talvez, em algumas fábulas de Esopo. Os vereadores, em sua maioria iluminada, decidiram acolher a denúncia contra João Becker. Até aí, tudo bem, porque a democracia exige investigações. Só que, vejam só que ironia do destino: no mesmo dia, eles rejeitaram outra denúncia, está contra Herlon, com impressionantes 389 páginas de provas de corrupção. Acho que, para eles, era muito papel para ler, e a maioria deve ter se cansado na página dois.
E assim, de forma magistral, Cujubim escolheu soltar “Barrabás” e prender “Jesus”. Aliás, Jesus não, o João Becker, nosso prefeito que, ao que parece, é culpado só de estar no lugar errado, na hora errada, e de não fazer parte do time certo.
Enquanto isso, a cidade assiste a tudo isso como quem assiste a uma peça mal encenada no teatro. Alguns riem, outros choram, e tem aqueles, como a velha Matilde aqui, que apenas perguntam: “Cadê o dinheiro? ” Porque se há algo que aprendemos com essa história, é que a honestidade vale menos do que uma boa piada. E que o futuro de Cujubim, infelizmente, depende mais das escolhas dos seus “atores” do que da vontade do povo.
Até a próxima, minha gente. Se o Herlon não tomar conta deste site também. É claro. Aqui não seus desgualepados, aqui tem café no bule!!!!!!
MAIS LIDAS
Em depoimento, motorista de Haddad muda de versão sobre ação da PM
Nome de operação da PF contra Lulinha incomoda entorno de Lula
Os nomes do PT que correm por fora para suceder Lula