Em delação do dono da Gol, propina era ‘bilhete’
14 de maio de 2019
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Na delação premiada, Henrique Constantino, um dos donos da Gol, contou que Lúcio Funaro cobrava propina como se estivesse comprando uma passagem de avião.
Numa troca de mensagens em 2013, Constantino pede a ele para informar “os dados da pessoa para a reserva da poltrona” — uma referência a alguma empresa do doleiro que receberia o dinheiro.
No final da conversa, Funaro diz: Recebi os bilhetes tudo certo”, sinal de que a propina foi depositada.
Constantino pagou R$ 4 milhões para liberar R$ 300 milhões do FGTS para investir em rodovia de São Paulo concedida a uma de suas empresas, a Via Rondon.

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