Em Porto Velho, dirigente do Podemos leva socos de ex-aliado, que agora está no PL

10 de julho de 2024 26

O pré-candidato à prefeitura, Léo Moraes, tinha acabado de sair, quando chegou o ex-aliado e se desentendeu com o dirigente do Podemos

Na noite de segunda-feira (8) o pré-candidato à prefeitura de Porto Velho, Léo Moares (Podemos), estava na lanchonete mais famosa da cidade, quando aliados começaram a chegar e se sentaram à mesa dele. Depois disso chegou outro dirigente do Podemos. Parece que é um advogado, e não se sabe se Léo o chamou ou se ele ficou sabendo da roda de conversa e foi lá.

O caso é que Léo Moraes foi embora e a turma ficou na lanchonete. Pouco depois chegou um ex-aliado de Léo, que agora está no PL. E o recém chegado ficou furioso quando viu o dirigente do Podemos contando alguns planos de campanha.

A coluna apurou que o ex-apoiador foi aliado durante 15 anos, e que lançou a esposa candidata a deputada federal pelo Podemos, quando Léo Moraes concorreu ao governo. Ela pegou R$ 1 milhão do fundo partidário e teria gasto praticamente tudo na campanha de Léo Moraes.

Depois a mulher começou a trabalhar no Detran, como servidora comissionada. Isso, até Léo Moraes ir para o Detran. Logo após ela saiu, não se sabe se exonerada ou se pediu exoneração. O marido rompeu com toda a turma de Léo e se filiou ao PL.

Na lanchonete, o marido irritado discutiu com o dirigente do Podemos. Reclamou de supostos compromissos não cumpridos e apelou mesmo, dizendo ser impossível acreditar na palavra do advogado. Por fim, disse ainda que ninguém gosta do advogado.

O advogado, dirigente do Podemos, resolveu engrossar e levou dois murros no peito. Como a coisa esquentou muito, o dono da lanchonete entrou no meio, disse para que os dois parassem e ficou amenizando a situação, até que os ânimos se acalmaram. O proprietário da lanchonete sempre foi envolvido com política, e também sempre foi respeitado. A lanchonete recebe muitos políticos, mas nenhum tinha brigado antes.

Depois do sermão, a liderança do Podemos chegou a derramar lágrimas, diante da situação, pois ele era amigo do ex-aliado. Os dois eram muito próximos, tanto que o ex-aliado era um dos poucos que o defendia.

Ânimos acalmados, o ex-aliado percebeu que tinha exagerado e pediu desculpas, dando o episódio por encerrado. E a campanha eleitoral deste ano ainda nem começou.

Só um esclarecimento: O Entrelinhas defende embates apenas no campo das ideias. Pancadas, somente na linguagem figurada.

Fonte: SALINANILT