Encontradas 11 crianças famintas numa caravana subterrânea no Novo México
As crianças tinham entre um e 15 anos e estavam vestidas com trapos e sem calçado. O xerife do condado de Taos, Jerry Hogrefe, contou à ABC News que as crianças estavam "muito assustadas", com muita fome e sede, imundas e eram muito magras.
No local foram encontrados cinco adultos: dois homens fortemente armados e três mulheres, que se acreditava serem as mães das crianças. As mulheres foram detidas, mas, posteriormente, libertadas, à espera do decorrer da investigação. Os homens também foram detidos, acusados de vários crimes de abuso infantil.
Um dos homens detidos é pai do menino de três anos que estava desaparecido e é suspeito de tê-lo sequestrado.
O barraco, que era uma espécie de caravana subterrânea coberta de plástico, estava rodeado de lixo e não tinha água nem luz. Estava situado num deserto em Amalia, sem água potável e a única comida que existia eram batatas e um recipiente com arroz.
O xerife contou ainda que as mulheres e as crianças pareciam ter sofrido de lavagem cerebral e sentiam-se intimidadas pelos homens que controlavam o local.
As crianças foram levadas pelos serviços de ação social.
A polícia já tinha conhecimento da existência daquele complexo, mas estava a aguardar a emissão de um mandado de busca, uma vez que sabia que os homens estavam fortemente armados e eram considerados extremistas.