Ernesto Araújo volta a ameaçar tirar Brasil do Mercosul e culpa a Argentina

25 de novembro de 2019 182
  • 247 - Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores do governo de extrema-direita do Brasil, está em busca de um pretexto para sair do Mercosul.  

    Uma sequência de tuítes de Paula Español, conselheira econômica do presidente eleito Alberto Fernández e cotada como futura secretária de Comércio Exterior da Argentina, provocou a reação de Ernesto Araújo.   

    Em postagens, Paula elogia o comércio administrado, remetendo às medidas tomadas pelo governo de Cristina Kirchner (2007-2015), segundo o jornal Valor.   

    A conselheira do novo presidente diz que a inserção argentina no mundo deve ser feita sem dogmatismos, condena um suposto fetiche pela abertura comercial e critica o acordo União Europeia-Mercosul.   

    Em outras postagens, comemora “Lula Livre” e lamenta o “golpe de Estado” na Bolívia.  

    O chanceler brasileiro reage com o ódio e a ideologia de direita que sempre tem sido a sua marca. 

    Segundo ele, há duas dimensões paralelas  na condução de governos esquerdistas na América do Sul: uma é a dimensão da economia fechada, protecionista, estatizante; outra é a dimensão bolivariana, de um eixo Havana-Caracas-Foro de São Paulo. 

    “São dois braços do mesmo corpo, que pertencem à mesma cabeça”, afirma.  “Uma coisa é política econômica mais fechada ou política externa que rejeite os Estados Unidos. Outra é quando se começa a ver — e todos os sinais vão nessa direção — que se trata de um projeto político regional, hemisférico, continental. É uma realidade, procuramos não esconder a cabeça na areia. As pessoas olhavam muito à altura do chão. Aí viam apenas a Argentina, a Bolívia, a Venezuela. Levantando a cabeça, percebe-se algo mais amplo, programático e ideológico.”  

    Araújo diz que o Brasil está se preparando para "diferentes cenários” e um deles é o rompimento com o Mercosul.