ESTÁ FICANDO ENGRAÇADO
A expressão correta é ridículo, mas convém contemporizar, em se tratando de suas excelências. Mas o esforço para literalmente eliminar os políticos da política (isso mesmo: parece que o ideal é fazer política sem políticos, algo parecido com o que pensava um antigo dono de jornal, hoje em desgraça, que tinha certeza de ser desnecessária a presença de jornalistas em uma redação de jornal), acabou produzindo uma sinuca de bico.
É que a limitação do foro privilegiado para deputados e senadores tem que ser estendida a todos os quase 50 mil beneficiados, aí inseridos todos os juízes, desembargadores, ministros, procuradores, deputados estaduais, prefeitos, vereadores e uma longa lista. Foi o que o ministro Dias Toffoli solicitou à presidente enviou à presidente do Supremo, Cármen Lúcia, ao propor a edição de uma súmula vinculante a partir da decisão.
A lei, afinal, não vale para todos? Então? O problema é que, do jeito que ficou a questão do foro, um juiz de Seiláonde do Oeste pode hoje prender um senador por conta de um bofete aplicado em um bêbado desaforado durante a campanha. Mas se sair a súmula, ele pode mandar prender também um ministro do STF que resolva conceder um HC ao senador. Não é possível isso! - você acha. Então não? O que faria, por exemplo - se tivesse poder para tanto - o juiz Marcelo Bretas contra Gilmar Mendes, que mandou soltar o empresário Jacob Barata?
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