Ex-presidente da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol é condenado à prisão perpétua Leia mais em: https://veja.abril.com.br/mundo/ex-presidente-da-coreia-do-sul-yoon-suk-yeol-e-condenado-a-prisao-perpetua

19 de fevereiro de 2026 19

Um tribunal da Coreia do Sul sentenciou nesta quinta-feira, 19, o ex-presidente Yoon Suk Yeol à prisão perpétua, após declará-lo culpado de liderar uma insurreição ao decretar a lei marcial no final de 2024.

“A declaração de lei marcial resultou em enormes custos sociais, e é difícil encontrar qualquer indício de que o réu tenha demonstrado arrependimento por isso”, afirmou o juiz Ji Gwi-yeon, do Tribunal

do Distrito Central de Seul. 

“Nós o sentenciamos à prisão perpétua”, completou o magistrado. 

Yoon decretou lei marcial em um discurso exibido na televisão para todo o país em dezembro de 2024. Na ocasião, ele afirmou que eram necessárias medidas drásticas para erradicar as “forças antiestatai... 

O ex-presidente conservador, de 65 anos, foi destituído do cargo, detido e acusado desde insurreição até obstrução da Justiça. 

O juiz Ji lembrou que Yoon enviou militares à sede do Legislativo para silenciar os opositores políticos. 

“O tribunal determinou que a intenção era paralisar a assembleia por um período considerável”, destacou o juiz. 

Por sua vez, o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun foi condenado a 30 anos de prisão por seu papel na crise. 

Os promotores solicitaram uma pena mais dura pelas acusações de insurreição contra Yoon e pediram ao tribunal de Seul que determinasse a pena de morte contra o ex-presidente. 

Milhares de simpatizantes de Yoon se reuniram diante do tribunal da capital com cartazes para expressar apoio e pedir a retirada das acusações. Centenas de policiais foram mobilizados nas imediações do tribunal para impedir qualquer tipo de distúrbio. 

Na noite de 3 de dezembro de 2024, Yoon apareceu na televisão para anunciar a lei marcial, citando ameaças pouco claras de influência norte-coreana e perigosas “forças antiestatais”. 

Ele declarou a suspensão do governo civil e o início do comando militar. A lei marcial foi suspensa seis horas depois, quando os deputados, ajudados por manifestantes, conseguiram romper o cerco das forças de segurança e votar em regime de urgência para reverter a medida de Yoon. 

Insurreição
A Coreia do Sul é considerada um símbolo de democracia e estabilidade na Ásia, mas a tentativa fracassada de Yoon reavivou as lembranças dos golpes militares que abalaram o país entre 1960... 

 e 1980;

Yoon, que está detido em regime de isolamento, nega ter atuado de forma errada e afirma que suas ações pretendiam “proteger a liberdade” e restaurar a ordem constitucional diante do que chamou de uma “ditadura legislativa” liderada pela oposição. 

O Ministério Público o acusou de liderar uma “insurreição” motivada por um “desejo de poder orientado para a ditadura e o comando de longo prazo”. 

A lei sul-coreana determina apenas dois tipos de punição para a insurreição: prisão perpétua ou pena de morte. 

Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão por outras acusações. Outros funcionários de alto escalão também foram condenados por participação na tentativa de declarar lei marcial. 

(informações da AFP) 

 

Fonte: REDAÇÃO VEJA