Fantástico dá destaque a manifesto de economistas e banqueiros em favor de lockdown

22 de março de 2021 212

Viaduto Santa Ifigênia durante a quarentena. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Fantástico, da TV Globo, deste domingo (21) leu trechos da carta pública assinada por ex-ministros da Fazenda, economistas de renome e agentes do mercado que exige que o governo amplie a vacinação e incentive medidas de isolamento social. O manifesto destrói os argumentos do presidente Jair Bolsonaro de que um lockdown “quebraria” a economia.

“Centenas de banqueiros e economistas divulgaram uma carta aberta à sociedade pedindo medidas de combate à pandemia. Amanhã o grupo pretende enviar o documento ao Ministério da Economia, aos presidentes do Senado Federal, do Supremo e da Câmara”, disseram os apresentadores Tadeu Schimdt e Poliana Abritta antes de ler o documento. A carta foi exibida logo depois do programa exibir aglomerações promovidas por bolsonaristas no dia do aniversário do presidente.

Entre os mais de 400 signatários do manifesto, estão ex-ministros da Fazenda, como Marcilio Marques Moreira, Pedro Malan, Mailson da Nóbrega e Rubem Ricupero e ex-presidentes do Banco Central, como Afonso Celso Pastore, Arminio Fraga, Gustavo Loyola, Ilan Goldfajn e Pérsio Arida, entre outros.

Na carta, os economistas afirmam que a “saída definitiva da crise requer vacinação em massa da população”, mas ressaltam que o Brasil está em ritmo lento e, por isso, é preciso investir nas medidas de restrição de circulação e isolamento social.

“O quadro atual ainda poderá deteriorar-se muito se não houver esforços efetivos de coordenação nacional no apoio a governadores e prefeitos para limitação de mobilidade. Enquanto se busca encurtar os tempos e aumentar o número de doses de vacina disponíveis, é urgente o reforço de medidas de distanciamento social. Da mesma forma é essencial a introdução de incentivos e políticas públicas para uso de máscaras mais eficientes, em linha com os esforços observados na União Europeia e nos Estados Unidos”, diz um trecho do documento.

Fonte: REVISTA FORUM/ Lucas Rocha