FGV nega que Decotelli tenha sido seu professor efetivo

30 de junho de 2020 68

Jornal GGN – A Fundação Getúlio Vargas afirmou que Carlos Alberto Decotelli, ministro da Educação, não foi seu professor efetivo, apenas atuando nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer das escolas da fundação. A manifestação da FGV foi feita por e-mail com reportagem da CNN Brasil.

A emissora fez a consulta à FGV depois de receber e-mail da professora Brigitte Wolf, da Universidade de Wüppertal, na Alemanha, de que por lá a informação é de que Decotelli era professor da FGV.

Wolf foi orientadora de Decotelli e a informação que tinha é de que ele teria ido para a Alemanha enquanto cumpria um período sabático na FGV. Disse também que a FGV é que deveria responder sobre a avaliação do trabalho que supervisionou.

 

De volta à FGV, para levantar os fatos, além de afirmar que Decotelli não foi professor efetivo, a instituição afirmou que ele não foi pesquisador da FGV e também não teve pesquisa financiada pela instituição.

A professora alemã, na troca de e-mail, disse ter sido contatada por Decotelli em 2014, quando ele se mostrou interessado em um pós-doutorado. Ela então o convidou para a Universidade e ofereceu um lugar de trabalho e supervisão.

Decotelli, segundo ela, não se candidatou a nenhum fundo ou programa de pós-doutorado na Alemanha e afirmou que a Universidade, assim como outras no país, não emite certificados de pós-doutorado, sendo que o resultado é o trabalho apresentado