Flordelis falta ao julgamento da Câmara sobre Silveira: “Mal súbito, sequelas de um AVC”
20 de fevereiro de 2021
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Acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) de ser a mandante do assassinato do próprio marido, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) não compareceu à sessão da Câmara desta sexta-feira (19) que chancelou a prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ).
Assim como Silveira, Flordelis compõe a base de apoio a Jair Bolsonaro na Casa, mas não esteve presente para ajudar o colega pois, segundo ela, teve um “mal súbito”.
“Por força de todo nervosismo com minha situação jurídica e política atual e o estresse que o momento me ocasiona, fui tomada por um mal súbito (ainda sequelas de um AVC), que me obrigou a buscar ajuda médica no dia de hoje. Assim, não me foi possível participar da votação sobre o Deputado Daniel Silveira”, escreveu a deputada em uma nota divulgada no Instagram pouco antes da votação.
“Me declaro firmemente na trincheira daqueles que defendem e respeitam o Estado Democrático de Direito, todas as suas Instituições legitimamente consolidadas pela Constituição de 1988 e me coloco integralmente em respeito a todos os procedimentos que levem a realização de Democracia e Justiça, para nossa Nação. Tenho fé nesta Justiça, no Povo e principalmente em Deus!”, completou a parlamentar.
Por conta de sua imunidade parlamentar, Flordelis não foi presa no processo em que é acusada de ser mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Ela responde em liberdade e é monitorada por tornozeleira eletrônica.
“Por força de todo nervosismo com minha situação jurídica e política atual e o estresse que o momento me ocasiona, fui tomada por um mal súbito (ainda sequelas de um AVC), que me obrigou a buscar ajuda médica no dia de hoje. Assim, não me foi possível participar da votação sobre o Deputado Daniel Silveira”, escreveu a deputada em uma nota divulgada no Instagram pouco antes da votação.
“Me declaro firmemente na trincheira daqueles que defendem e respeitam o Estado Democrático de Direito, todas as suas Instituições legitimamente consolidadas pela Constituição de 1988 e me coloco integralmente em respeito a todos os procedimentos que levem a realização de Democracia e Justiça, para nossa Nação. Tenho fé nesta Justiça, no Povo e principalmente em Deus!”, completou a parlamentar.
Por conta de sua imunidade parlamentar, Flordelis não foi presa no processo em que é acusada de ser mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Ela responde em liberdade e é monitorada por tornozeleira eletrônica.
Antes do julgamento de Silveira na Câmara, o nome de Flordelis voltou à tona entre os bolsonaristas nas redes, que passaram a relacionar o seu caso com o do deputado preso.
Um dos primeiros a lembrar foi o blogueiro Allan dos Santos, que fugiu para os Estados Unidos por ser investigado no mesmo inquérito das fake news onde se baseou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para prender Silveira.
“A Flordelis está solta, o @danielPMERJ está preso. É esse o tuíte”, escreveu na rede, incitando os seguidores a fazerem a mesma comparação.
“A Deputada Flordelis mandou matar o marido e está solta em virtude da imunidade parlamentar. Essa imunidade só serve para deputados corruptos, vermelhos e assassinos?”, tuitou Marcello Neves.
Julgamento de Silveira
A Câmara dos Deputado aprovou nesta sexta-feira (19) a manutenção da prisão do deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), acompanhando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Silveira foi preso após publicar novos ataques a ministros da Corte.
A votação terminou em 364 votos a favor e 130 contra. Três se abstiveram. O placar foi muito mais elástico do que o necessário – 257 favoráveis. O número de votos seria suficiente para a aprovação da admissibilidade de um pedido de impeachment.
Investigado no inquérito dos atos antidemocráticos, Silveira foi preso na última terça-feira (16) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após divulgar vídeo com novos ataques a ministros da Corte e defendendo o AI-5, instrumento mais repressivo da ditadura militar brasileira. A prisão foi chancelada de forma unânime pelos outros ministros do STF e, depois, confirmada em audiência de custódia.
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Fonte:
REVISTA FORUM/IVAN LONGO