Fred emociona no Fluminense, faz primeiro gol do ano e retoma dias de protagonismo a três meses do adeus

20 de abril de 2022 244

Fred está colecionando diversas “últimas vezes” na carreira ao longo de 2022. A última estreia, a última Libertadores, em breve a última vez que pisará no gramado do Maracanã. Mas há também espaço para primeiras vezes, como o primeiro gol marcado na atual temporada. Ou para ainda mais recordes. Ao garantir a vitória do Fluminense sobre o Vila Nova por 3 a 2, o atacante se tornou o maior artilheiro isolado da história da Copa do Brasil. Para um jogador que tantas vezes já foi decisivo, essa parece ter um sabor especial.

Muito mais do que apenas pelo recorde individual, algo que Fred já deixou claro nem ser a prioridade. Balançar a rede encerra um jejum de 14 jogos sem marcar, o maior período com a camisa do Flu. Foram 146 dias entre o gol contra o Internacional pelo Brasileirão de 2021 e a bola na rede diante do Vila Nova. Muito tempo para quem está a dois gols de chegar ao de número 200 com a camisa que o fez ser ídolo e inesquecível na história do futebol.

Fred vinha “seco” para marcar um gol. Entendendo que já está muito atrás dos companheiros em termos físicos, o jogador segue se dedicando para ser importante taticamente ou na reta final das partidas. Quando balançou a rede ao seu melhor estilo, foi abraçado por todos os companheiros, celebrou junto com a torcida, se abaixou e beijou o escudo. Ainda deu tempo de correr e dar um abraço no técnico Abel Braga, um de seus maiores apoiadores nesses últimos momentos.

– Para mim, é motivo de muito orgulho. Não entrei no jogo com esse peso, minha família que me cobra muito isso. “Vai, vai fazer o gol”. Já tenho a pressão de ganhar todos os jogos, de entrar bem, de analisar o que está faltando para o nosso time. O que aconteceu no final foi Deus me dando algo que eu nem mereço. Foi especial por dar a vitória e mais especial ainda por me tornar o maior artilheiro de uma competição tão grande como a Copa do Brasil – disse após o jogo.

– Para centroavante, o gol é bom. Estou desfrutando cada momento, mas não perdi a vontade de fazer gol, de ganhar jogos, isso está em mim, de competir, de brigar, de mudar um jogo. Quando parar e estiver jogando futevôlei, bicicleta, vou querer ser o primeiro, vou querer ganhar. É o que corre na veia. Mas o que traz paz mesmo são as vitórias. E graças a Deus ela veio – completou.

Além de maior artilheiro da Copa do Brasil com 37 gols, deixando Romário, com 36, para trás, Fred também é o maior goleador da história do Brasileirão de pontos corridos (157 gols). É o segundo maior do Fluminense (198 gols), do Campeonato Brasileiro (157 gols) e também o vice-artilheiro brasileiro na Libertadores (25 gols). Números que só começam a traçar a dimensão do que está muito perto de acabar. A data já está marcada, faltam pouco mais de três meses. Dia 21 de julho essa história terá seu fim.

De acordo com o “SofaScore”, Fred teve 19 minutos em campo. Ele deu uma finalização no alvo (a do gol), sete toques na bola, acertando três deles. Ganhou um duelo no alto, perdeu a posse duas vezes, cometeu duas faltas e fez uma interceptação. Ao lado de Paulo Henrique Ganso, entrou para mudar completamente o rumo de uma partida que se encaminhava para ser um vexame do Fluminense dentro de casa.

Falta cada vez menos para Fred pendurar as chuteiras. Se em 2022 o camisa 9 estava distante daquilo que a torcida se acostumou a ver, nesta noite de Copa do Brasil o ídolo parece ter voltado à velha forma. A de decisivo. O Fluminense abriu uma vantagem mínima na terceira fase e tenta se reequilibrar em meio ao desgaste pela maratona. Fica de bom a sinergia entre camisa 9 e arquibancada já tão conhecida.

O confronto de volta entre as duas equipes acontece apenas no próximo dia 11, às 21h30, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. No próximo sábado, o Flu faz nova partida no Rio de Janeiro, recebendo o Internacional às 19h pela terceira rodada do Brasileirão.

 

Fonte: Parceria Lance & IstoÉ