Fux questiona próprio gabinete sobre erro em arquivamento de notícia-crime contra Lula
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), questionou o próprio gabinete sobre o arquivamento de notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposta intolerância religiosa no desfile da Acadêmicos de Niterói, no Carnaval do Rio de Janeiro.
Fux quer saber se erro interno impediu a Procuradoria-Geral da República (PGR) de se manifestar no caso, antes da decisão do arquivamento.
Fux havia arquivado notícia-crime apresentada por um advogado, mas, segundo apurou a coluna, pode ter havido erro interno de não encaminhar antes o tema ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para parecer – como é praxe no gabinete.
Desfile em homenagem a Lula
Ao se apresentar pelo Grupo Especial do Carnaval carioca, a Acadêmicos de Niterói contou a trajetória de Lula desde a infância até o retorno ao Palácio do Planalto.
O enredo, batizado de “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, também trouxe alas em referência ao PT, bem como sátiras e críticas a adversários políticos do presidente.

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A Acadêmicos de Niterói recebeu nota 10 em apenas um quesito na apuração, o que avaliou o samba-enredo. A agremiação não convenceu os jurados e encerrou a apuração com 264,6 pontos, a menor pontuação entre as escolas.
Para efeito de comparação, a campeã Viradouro somou 270 pontos. Já a Mocidade, que ficou imediatamente à frente da Acadêmicos de Niterói na classificação final, terminou com 267,4 pontos — três acima da escola rebaixada.
A escola Acadêmicos de Niterói desfilará na Série Ouro no próximo ano, equivalente à segunda divisão do carnaval carioca.