Golpe do FGTS usa consulta e saque como isca pelo WhatsApp

11 de setembro de 2019 135

Trabalhador deve buscar informações somente em fontes oficiais da Caixa

Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A partir desta sexta-feira (13), o saque de até R$ 500 do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) poderá ser realizado em todas as agências da Caixa.

Com a proximidade da data, o número de mensagens duvidosas circulando via WhatsApp, e-mail e SMS também vem crescendo, segundo a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor).

As mensagens contêm perguntas como: "Deseja sacar todo seu FGTS?" ou "Você sacou algum valor do FGTS nos últimos 3 meses?".

Ao clicar no link sugerido, o usuário expõe seus dados e é induzido a compartilhar a mensagem com amigos.

Em outro golpe, identificado pela Eset, empresa de segurança digital, são divulgadas informações falsas sobre um pagamento retroativo de R$ 1.760 do FGTS.  A vítima é induzida a passar seus dados pessoais e a compartilhar o link.

O que fazer para não cair no golpe do FGTS?

Para Juliana, é importante destacar que os bancos não enviam mensagens com links pedindo nenhuma informação sobre o correntista. Em nota, a Caixa ressaltou esta informação.

“A Caixa Econômica Federal esclarece que não envia mensagens sobre saques das contas vinculada ao FGTS ou que solicite senhas, dados ou informações pessoais do trabalhador. O banco orienta que os trabalhadores busquem informações sobre FGTS disponíveis nos canais oficiais da CAIXA, na internet, no endereço http://www.fgts.caixa.gov.br, no APP FGTS ou no telefone 0800-726-0207, ou em suas agências.  A CAIXA alerta os trabalhadores contra golpes e informa que não envia links ou pede confirmação de dispositivo ou acesso à conta por e-mail, SMS ou WhatsApp.”

Juliana orienta o consumidor a nunca clicar no link enviado nesse tipo de mensagem. "Caso ele não siga a orientação e acesse o endereço virtual falso, seja por celular ou computador, é bem provável que os criminosos tenham obtido todos os seus dados”, diz.

De acordo com Simoni, é possível se esquivar do golpe baixando um aplicativo para identificar as páginas falsas. "Você recebe esses links da sua mãe, do seu irmão e no grupo de família", observa ele.

Ao identificar a fraude, o usuário deve comunicar imediatamente o seu banco e a operadora de celular para mudar as senhas da sua conta, cartões, celular, entre outras, de acordo com a especialista.

“Antes de cadastrar todas as suas senhas novamente, é importante que o usuário passe um antivírus no celular ou computador acessado.”

Juliana diz que, na maioria das vezes, os dados são usados para a compra de serviços.

“Fique atento com mensagens de compras enviadas para o seu SMS e consulte com frequência o seu extrato bancário. Qualquer anormalidade, comunique o seu gerente. ”

Em nota, a assessoria de imprensa da Fundação Procon-SP orienta o consumidor que “caiu no golpe”, a procurar a autoridade policial para lavrar boletim de ocorrência.

“Ao final das investigações, caso a autoridade entenda pela responsabilidade técnica da operadora de telefonia, do aplicativo ou de terceiros, a responsabilidade poderá ser imputada a um destes, dependendo de uma análise apurada de cada caso”, ressalta a nota.