Governador Marcos Rocha arrumou confusão precipitando as disputas eleitorais com sua família

5 de novembro de 2025 55

Raposa faminta

Fica difícil traçar políticas para o futuro na imprevisibilidade do mundo de hoje, em que os EUA, sob a semiditadura trumpista, desafiam abertamente os demais países ou a se render ou a negociar um tratamento submisso em condições duríssimas.

A China enfrenta o poder americano cara a cara, mas os demais países precisam de habilidade diplomática para reduzir ruídos. Com a globalização ameaçada, qualquer desentendimento entre países não se limita a uma estúpida guerra entre egos de presidentes malucos: prejudica os negócios, depois de décadas de negociações para ampliar mercados.

A diplomacia brasileira sempre foi festejada por suas posições lúcidas e justas, caracterizada pelos princípios do pragmatismo responsável, que significa neutralidade, valorizar a paz e o entendimento, só não aceitando ações desumanas e ofensivas à soberania. É em nome dela que o Brasil vem de lançar uma nova política espacial bem adequada aos tempos bicudos que vivemos.

 Substituindo a versão de 2018, quando o mundo caminhava para a integração completa, ao contrário dos atuais embates entre nações, a nova política espacial tem a soberania por princípio e a autonomia tecnológica como foco. É a tentativa de tirar da raposa gringa o controle do galinheiro. Ela parecia suave e regenerada com o morde-assopra dos democratas, mas já se viu que tem muito apetite e, mesmo que se modere, ainda continuará a ser raposa.

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Pobre vice!

Com o conhecimento ou não do atual governador Marcos Rocha (União Brasil), seguem as articulações para barrar a candidatura do seu vice Sergio Gonçalves ao CPA no ano que vem. Ocorre que boa parte dos partidos da base de sustentação do atual governo pleiteia como candidato chapa branca o deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa Alex Redano (Ariquemes). E neste caso o próprio Rocha indicaria o vice de Redano. O que se vê, é que Sergio Gonçalves dificilmente conseguirá manter sua candidatura, mesmo assumindo o cargo de governador em abril do proximo ano para Rocha disputar o Senado.

Cartão postal

Com o ex-prefeito HIldon Chaves (PSDB) dono da proeza de transformar a antiga rodoviária, que era um cartão postal às avessas da capital, numa moderna e turística rodoviária, cabe agora ao atual prefeito Leo Moraes, transformar outro cartão postal às avessas, que é o porto do Cai N’Agua que se virou nos últimos anos num baita refúgio de drogados, numa cracolândia dos infernos, num antro de prostituição e objeto de uma sujeira infernal, tomada também por urubus, ratazanas, etc. O governador Marcos Rocha  também tem que se tocar,  já que em duas gestões não fez nada pela região portuária da capital. É coisa de louco!

Projeto tramitando

 O projeto de lei antifacção assinado pelo atual presidente Luís Inácio Lula da Silva já tramita no Congresso Nacional, com várias inovações e penas mais duras para o crime organizado. No entanto, é preciso asfixiar o narcotráfico nas fronteiras do Brasil com o Paraguai, com a Bolívia, como Peru e a Colômbia, países superlotados de narcotraficantes que fabricam e exportam maconha e cocaína para o Brasil, que por sua vez é uma Ceasa de drogas, para o exterior. Aqui em Rondônia, por exemplo, as nossas fronteiras estão desguarnecidas para as facções criminosas, com forte conexão com o Nordeste.

Rocha legislando

Sendo candidato ao Senado declarado já em abril do ano que vem, o governador Marcos Rocha, que tem sua esposa Luana Rocha como postulante à Câmara dos Deputados e o mano Sandro Rocha a Assembleia Legislativa – aquele que foi demitido pelo governador do Acre – já começa a tratar as coisas mais politicamente. Mesmo governando, atacou a bancada federal, onde tem concorrentes ao Senado –Silvia Cristina, Confúcio Moura e Marcos Rogério – e concorrentes com a sua esposa Luana Rocha a Câmara dos Deputados. Com isto arrumou confusão precipitando as disputas eleitorais com sua família.

Os arranha-céus

Por mais incrível que possa ser, os maiores edifícios da região Norte, não estão na magnifica metrópole amazonense que é Manaus, a sétima capital do País, na esplêndida Belém tão abençoada por recursos pelo presidente Lula, ou até mesmo em Porto Velho, a capital rondoniense que é a terceira cidade mais populosa da região amazônica. Os edifícios de maior porte na região, verdadeiros arranha – céus estão na mais jovem capital do Norte, Palmas, a planejada capital do Tocantins. Uns já concluídos e outros em construção. Palmas, como se vê, está bombando, como Porto Velho na época das usinas.

Via Direta         

*** Já fizeram as contas? Se o ex-prefeito de PVH Hildon Chaves (PSDB) desistiu de disputar o governo do estado e já está focado na disputa de uma cadeira a Câmara dos Deputados, é que já estaria pensando em voltar ao Prédio do Relógio, aquele que ele instalou no centro histórico *** Que o atual prefeito Leo Moraes (Podemos) cuide das suas paliçadas, porque Hildão virá quente e fervendo, e bico doce como é já se apresenta como um rival temível *** Leo pode começar a coisa secando a eleição de Hildão a Câmara dos Deputados, pois nas minhas contas  ele será o mais votado no estado em 2026 *** Trocando de saco para mala: e é bom também que Fernando Máximo se eleja alguma coisa, pois senão será outro mirando a goela de Leo Moraes...

Fonte: CARLOS SPERANÇA
POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)

Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br