GOVERNO BOLSONARO NOMEOU 18 NOMES DA LAVA JATO: O trem da alegria comprova o projeto de poder da operação.
Após a divulgação das entranhas das comunicações da Lava Jato, uma certeza nasceu para os que ainda estavam em dúvida, a operação é um projeto de poder que pariu um Bolsonaro. A chegada de Bolsonaro ao poder, com a anuência do então juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, trouxe uma verdadeira turma ao poder, como recompensa de uma vitória eleitoral construída com a atuação direta entre o judiciário, o Ministério Público e a mídia.
O trem da alegria soma 18 pessoas ligadas ao projeto de poder e devidamente recompensados. Veja a lista:
Sergio Moro, ministro da Justiça
Foi juiz da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, onde tramitam processos da operação Lava Jato. Condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo caso do triplex do Guarujá (SP).
Flávia Blanco, chefe de gabinete de Moro
É analista judiciária da Justiça Federal do Paraná. Foi diretora da secretaria da 13ª Vara da Justiça Federal durante a operação Lava Jato.
Elias José Pudeulko, assessor da chefe de gabinete
É técnico judiciário da Justiça Federal do Paraná. Trabalhou na 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná com Moro.
Andrezza Cristina Cardos de Oliveira Klug, assessora da chefe de gabinete
É analista judiciária da Justiça Federal do Paraná. Foi supervisora da seção de assessoria jurídica e assessora da direção do foro durante a Lava Jato.
É agente da PF e trabalhou na comunicação da superintendência do órgão em Curitiba durante a operação Lava Jato, incluindo durante a prisão de Lula.
Flávia Rutyna Heidemann, assessora especial
É analista judiciária da Justiça Federal do Paraná. Foi oficial do gabinete de Moro quando ele ainda julgava casos da Lava Jato no Paraná.
Maria Hilda Marsiaj Pinto, secretária nacional de Justiça
Foi subprocuradora geral da República. Integrou a força-tarefa da Lava Jato de 2015 ao fim de 2018. Atuou em recursos que tramitaram no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Georgia Renata Sanchez Diogo, assessora especial internacional do Ministério da Justiça
Foi assessora-chefe da Secretaria de Cooperação Internacional da PGR (Procuradoria-Geral da República). Trabalhou em acordos de cooperação internacional da Lava Jato.
Annalina Cavicchiolo Trigo, diretora do Departamento de Promoção de Políticas de Justiça
Trabalhou na AGU (Advocacia-Geral da União) e atuou em discussões sobre acordos de leniência fechados com empresas investigadas na Lava Jato.
Rosalvo Ferreira Franco, chefe da Secretaria de Operações Policiais Integrada
É delegado da PF aposentado. Era superintendente da PF no Paraná quando a Lava Jato foi deflagrada. Antes de assumir um cargo no Ministério da Justiça, Franco já havia integrado o governo de transição, em 2018.
Erika Mialik Marena, diretora de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional
É delegada da PF. Integrou a força-tarefa da Lava Jato e participou das primeiras fases da operação. Foi ela, aliás, quem deu o nome Lava Jato à operação.
Eduardo Mauat da Silva, coordenador-geral de articulação institucional do DRCI
(Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional)
É delegado da PF. Integrou o grupo de trabalho da operação Lava Jato de 2014 a 2016.
Mauricio Leite Valeixo, diretor-geral da PF
É delegado da PF. Foi superintendente da PF no Paraná durante a Lava Jato. Chefiava o órgão quando Lula foi preso.
Igor de Paula Romário, diretor de investigação e combate ao crime organizado da PF
É delegado da PF. Coordenou o trabalho de investigações da Lava Jato em Curitiba, inclusive em inquéritos relacionados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Roberval Ré Vicalvi, diretor de administração e logística policial da PF
É delegado da PF. Foi o segundo da hierarquia da Superintendência da PF no Paraná durante a gestão de Valeixo.
É perito da PF. Foi chefe da equipe de perícia da Lava Jato.
Roberto Leonel de Oliveira Lima, presidente do Coaf
É auditor da Receita Federal. Foi chefe do Espei (Escritório de Pesquisa e Investigação) da Receita em Curitiba, que colaborou com a Lava Jato.
Ana Amélia Olczewski, diretora de inteligência financeira do Coaf
É auditora da Receita na Lava Jato. Foi chefe do Espei (Escritório de Pesquisa e Investigação) da Receita em Porto Alegre e enviou informações para investigações da Lava Jato.
Marcelo Renato Lingerfelt, chefe de gabinete do Coaf
É auditor da Receita. Foi chefe da divisão de pesquisa e, depois, coordenador de assuntos estratégicos da Coordenação-Geral de Pesquisa e Investigação da Receita durante a Lava Jato.