Governo do Estado carente de articulação política, PF e MP apertam o cinto com duas ações em 15 dias, recesso esvazia especulações sobre eleições 2020
Orçamento – A Assembleia Legislativa (Ale) aprovou esta semana o orçamento do Estado de Rondônia para o próximo ano. Em relação ao deste ano o aumento foi de 4,27% passando de pouco mais de R$ 8,1 bilhões para R$ 8,5 bilhões. O governador Marcos Rocha terá a partir de janeiro um orçamento elaborado por sua equipe, que durante este ano trabalhou com peça orçamentária do ex-governador Daniel Pereira, que governou o Estado, após a renúncia do governador Confúcio Moura (MDB), que concorreu e se elegeu senador da República.
Equipe – Na coluna de ontem (11) o assunto já foi abordado, mas pela sua importância para o futuro do Estado volta à pauta: o desmonte do secretariado do governador Marcos Rocha (PSL). Eleito pela primeira vez a um cargo público, Rocha conseguiu montar uma equipe em condições de dar o suporte técnico e político necessários para o sucesso de uma administração. Hoje é possível notar descontentamento e vários estão deixando os cargos e outros se preparando para seguir o mesmo rumo. Isso não é bom para o futuro do Estado.
Inércia – Há informações que o governo do Estado depende da discussão e votação de vários projetos na Assembleia Legislativa. Como agora tudo depende de sessões extraordinárias, que não são remuneradas, com em passado recente, o governo terá dificuldades no início do ano para poder levar avante a administração. Nem mesmo o empréstimo de US$ 30 milhões chegou à Ale para ser analisado pelos deputados. Certamente está faltando articulação política entre executivo e legislativo. E com certeza não é desinteresse dos deputados.
Pressão – O final de ano não está sendo muito tranquilo a empresários, políticos e servidores públicos em todas as esferas. Na última semana quinta-feira (5) a Polícia Federal (PF) e Ministério Público (MP) de Rondônia mobilizou mais de 200 policiais, além de prisões e mandados de buscas e apreensões. No dia seguinte (6) a mobilização da polícia de elite foi na exploração ilegal de garimpo (ouro, pedras preciosas, etc.). Ontem (10) a PF mais uma vez esteve em ação no Estado desta vez envolvendo servidores do Incra. Pelo andar da carruagem as ações repreensivas deverão ter continuidade até o Natal.
Recesso – Estamos a 13 dias do Natal e a 20 dias do Ano Novo e, a maioria da população se preparando para os dias de festa, a política é deixada de lado. Recesso no Legislativo e Executivo, Congresso Nacional. Nem mesmo as eleições de outubro do próximo ano, quando serão eleitos prefeitos, vices e vereadores conseguem mobilizar o segmento. A maior parte da população, inclusive os políticos estão, além da programação para as festas, preocupados em viajar para outros estados ou mesmo para o interior. Nem mesmo o orçamento do Estado, que geralmente é discutido em sessões extraordinárias na Ale atrasou o recesso. Já foi discutido, votado e aprovado esta semana sem problemas.
Respigo
Os dias 24 e 31 deste mês, que antecedem o Natal e Ano Novo, respectivamente, serão ponto facultativo nas repartições públicas estaduais segundo decreto assinado pelo governador Marcos Rocha (PSL). O governo do Estado também estará de recesso no período de 20 de dezembro a 6 de janeiro do próximo ano com funcionamento em forma de plantão +++ A Assembleia Legislativa (Ale) realizou a última sessão ordinária do ano esta semana. A Ale e a Escola do Legislativo (EL), que pertence à Assembleia estarão em recesso de 20 deste mês a 6 de janeiro, a exemplo do governo do Estado +++ Movimento no Aeroporto Jorge Teixeira e no Terminal Rodoviário de Porto Velho aumentando gradativamente com a chegada das festas de final de ano. As empresas de ônibus colocam veículos extras, mas os aviões não, o que dificulta as viagens e encarece as passagens +++ Os servidores públicos da câmara de vereadores de Porto Velho estarão recebendo bônus natalino de R$ 1,2 mil. Ponto positivo para o presidente Edvilson Negreiros (PSB) e aos demais vereadores +++ Para quem ganha menos de R$ 2 mil, que é a maioria a bonificação representa muito. O momento econômico não é dos melhores e o bônus chega em boa hora.
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